Coluna do Leitor

Ponto final

Não. Ainda não era o que deveria. Ser. Seria das palavras. Seria o corpo e mente. A boca da palavra. Era isso. Queria isso. Queria ser verbo. Era imprescindível ser. O discurso. Todo ele. Em todos os gêneros. Em todos os tipos. Tinha que ser. Não lhe bastava o corpo exato. Medido em carne e osso e sangue. Queria o outro. Sangue negro da tinta. O sangue nobre do corpo do texto. Sangue que escorre pelas páginas e diz. Fala.




Meu primeiro namorado

A sociedade pressiona. Sou mulher e gosto de mulheres, desde sempre. Quando criança, eu não entendia as diferentes orientações sexuais. Como entender algo que não nos é informado? Mas de alguma forma, sabia que aquelas brincadeiras gostosas com as amiguinhas eram para ser secretas. À medida que o tempo foi passando, comecei a conhecer as regras do contrato social e as justificativas vazias da sociedade contra a homossexualidade. Iludi-me ao pensar que era efemeridade. No meu primeiro relacionamento fixo e estável, decidi que era hora de “sair do armário”.




Quando eu conheci o Hamid no Guarujá

Eu estava passando uns dias no Guarujá, a “Pérola do Atlântico”, com objetivo de fugir de casa e ir para um lugar onde eu não conhecesse ninguém, para relaxar um pouco. Sozinho, três dias comigo. E a praia escolhida foi a do Tombo, como não consegui ficar nas praias particulares foi essa a escolhida... No primeiro dia, cheguei e fui pegar uma praia, apreciar a paisagem e os freqüentadores locais. Pesquisa de campo sempre foi uma boa, nunca se sabe quando pode aparecer algo divertido, socializar com os "nativos".




Um pouco de clímax

Perto! Talvez distante? Não importa o quanto de certeza você tem, espere! Espere mais e mais! Tempo suficiente para entender que a vontade do outro não é exatamente a certeza do teu sempre, que pertence as tuas vontades. Então se mudado o que estava fluindo na correnteza do bom viver, do bem estar e querer, o não dito com o não pensado, talvez, simplesmente incomode. Nada é o que parece ser!




Meu primeiro encontro com o babaca do Guilherme

Só saio com caras que conheço na internet, uma questão de praticidade e que me dá segurança pois sei que quem eu acho na internet vai responder minhas expectativas mínimas. Praticidade, pois é como estar em um supermercado, você pode escolher a cor, modelo e como tudo vai rolar, por exemplo. Acredito que com quem eu saio nunca vou me envolver, pois raramente eu repito, a não ser que tenha sido muito bom o encontro, que dificilmente é, pois sempre tem algo que você não goste. Tenho a sorte de apaixonar a cada ano, com mais ou  menos intensidade, mas sempre por um babaca...



Na Direção Certa

Lembro do dia que te escrevi, que eras a melhor parte de viver! Te amava!

Tudo o que refletias em mim.

- Toca o tango?

Lembro da lua que prometemos ser o ponto máximo do nosso amor, se medido. Poesia porque podemos sonhar! Fácil de imaginar a nossa harmonia!

O que toca agora?

-  O bolero, a gaita e o piano!

As tuas palavras soando em meus ouvidos, o teu gosto ainda agitando no meu paladar. Teu carinho ainda afaga meu coração!

O que iríamos encontrar?




A mão que balançava o berço era da Lady Dal Uó

Falar da moda a catarinense, ou mesmo da moda, pode ser simples como também pode ser um pouco mais complexo, é um bom ensaio falar sobre o jornalista e produtor de moda Jeff Machado, que vive em Florianópolis, dentro da Casa Amarela. Lá mergulhamos em um mundo não tão imaginário, porém artístico, onde produzimos campanhas de moda, editorias de moda, ensaios de moda, “house-bussines”, como adoro falar, já que sou parte direita dele, braço, então começo assim.




Porque sou a favor do casamento homossexual

O objetivo deste artigo é enumerar 10 razões que justificam minha convicção de que a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo representa uma conquista importantíssima para a liberação homossexual, uma verdadeira revolução politicamente correta que deve ser abraçada por todos quantos defendam um mundo igualitário regido pelo amor e não pelo ódio. Por enquanto contento-me com a legalização do contrato de união civil ou da parceria civil registrada, conforme nossos deputados consideram que é o mais aceitável para ser hoje  aprovado pelo Congresso Nacional.




Nessa terra de gigantes, homem de biquíni é?

Calcinhas, biquínis, lingerie... Ele deseja comprar várias, passa na frente das lojas femininas e não tem coragem pra entrar, sua namorada não serviria apenas de álibi. Lúcia sempre faz perguntas indiscretas e que não consigo responder com mentira. Ele precisa de mais, mais informações. Ele não é homossexual, será que ele é? Então nem bi... só quer dormir e acordar com aquela roupa sensível, íntima do universo feminino. Já se imagina com várias daquelas calcinhas... Não! Melhor parar!



O amor não existe

Despedaçado o fio do cabeço, alçada o fim da linha. Nunca foi reto, sempre ouviu o meu grito de liberdade. Meio borrado ele aspira, quase um rebelde a transpirar em frente a minha garganta rompida de timidez. O cansaço do menino encontra o ápice da ansiedade. Liga-se o som. Todo carinhoso quando inala a emoção sugerida em forma de pedra. “Ele te ama”, diz a obra. “É meu esse amor que ele concede a ti”, suspiro. Palmas para uma fantasia nua e divertida. Ele tem humor, e isso é tudo aquilo que os outros não têm. Ainda prefiro gritar a liberdade. Nem todo amor tem final coletivo.




Grupo Amigos - Nove anos de fundação

Há alguns anos, em Curitiba, tive o prazer de conhecer a sede de uma ONG (Organização não governamental) sem fins lucrativos, que oferece apoio e integração para as pessoas vivendo com HIV/AIDS, seus familiares e amigos, o GRUPO AMIGOS.

O evento que participei era um churrasco para arrecadação de fundos a essa instituição que foi fundada em 07 de Abril de 2001, numa época em que ainda não existia nenhum grupo semelhante na cidade e sua origem se deu a iniciativa de um grupo de amigos (portadores ou não), que iniciaram o trabalho.




Proibir ou não as pulseiras do sexo

A mania das pulseirinhas surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Este ano elas proliferaram nas escolas. O “jogo” funciona da seguinte forma: uma menina coloca diversas pulseiras de silicone coloridas no braço e um jovem tenta arrebentar um dos adereços. Cada cor representa um “carinho”, que vai desde um abraço até a prática de sexo; quem arrebentar receberá a “prenda” da dona da pulseira e vice-versa.




Procura-se juiz com segundo grau completo

Procura-se juiz com segundo grau completo
Paga-se bem, com direito a folga semanal, férias e décimo terceiro salário.


O título e a linha de apoio deste texto é apenas um trocadilho, para chamar a atenção do povo para o que vem acontecendo no Brasil. A população já sofre e vai continuar a sofrer milhares de perdas, por culpa dos desmandos políticos, por falta de mobilização das pessoas, por desinteresse dos eleitores em gerir os destinos do país, deixando o comando da nação nas mãos dos políticos.




Gaybalizado

Uma vez li que por causa da globalização as pessoas tendem a se isolar, estão ocupadas demais com suas metas e desejos, correm pra cima e pra baixo e não tem tempo para se dedicarem a um relacionamento, ou, no caso dos solteiros, de procurar por um.

Os que não conseguem ficar sozinhos, na hora do desespero, apelam, se jogam de cabeça em qualquer coisa que pisque jurando terem avistado a luz no fim do túnel! Exagero? Quer apostar? Sorry, sou contra apostas (porque sempre perco!). Mas, senta que lá vem história:




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