Para Pensar

Arthur Virmond de Lacerda Neto

Cristianismo semi-oficial

Durante o período monárquico, o Estado brasileiro foi confessional, por adotar o cristianismo como religião oficial, ou seja, o governo, que administra materialmente a coisa pública, intervinha, também, no domínio espiritual, mediante o favorecimento ostensivo daquele credo. Em conseqüência disto, os acatólicos (ateus, positivistas, protestantes, muçulmanos, etc.) eram impedidos de aceder aos cargos públicos (como os de senador, deputado, juiz, professor nas escolas do Estado) e aos seus templos proibia-se forma exterior de lugares de culto.




Natalício de Augusto Comte - Positivismo e Sociologia

Aos 19 de janeiro de 1798 nasceu em Mompilher, França, Augusto Comte, o célebre criador da Sociologia e do Positivismo. Foi professor de matemática, viveu em Paris; morreu em 1857 e o seu féretro foi acompanhado pela brasileira Nísia Floresta Augusta Brasileira.

Na sua obra Sistema de Filosofia Positiva, em seis alentados volumes, analisou o estado das ciências (matemática, astronomia, física, química) no intuito de averiguar o que elas continham de positivo.




O armário

A literatura relativa à homossexualidade enriqueceu-se com a publicação, já em segunda edição, de "O armário", cujo autor, Fabrício Viana, é homossexual e psicólogo, dupla condição que lhe permitiu uma dupla perspicácia: observou, como protagonista e testemunha, situações peculiares dos homossexuais, e as analisou, com especial senso de realidade, como profissional do psiquismo humano.




O Direito e os homossexuais

É papel do Direito vigente em cada país regular as relações sociais nele existentes; é papel dos legisladores atentarem à realidade social do país em que atuam e promoverem a conformação do Direito a ela; é papel dos formadores de opinião apontarem aos legisladores as modificações que deve receber o Direito. Finalmente, é papel da sociedade reivindicar, dos legisladores, as adaptações pelas quais o Direito contemple as alterações porque passa ela.




Seis meses sem o Adriano

Há seis meses (aos 2 de outubro de 2007), o Adriano morreu. Há seis meses recordo-me dele em todos os dias e em todos os dias penso nele, como pensei em  quase todos, durante os dois anos em que durou-nos a amizade.

Pus luto pesado por 94 dias (preto de alto a baixo) e aliviado por mais 17 (preto com mistura de outras cores).  Embora, após os 123 dias, tirasse o luto, permaneceu-me o sentimento de tristeza e de perda.




Estado laico

A parada guei de S. Paulo, de 2008, adotou por mote "A homofobia mata. Por um Estado laico, de fato". Estado laico ou aconfessional  significa o Estado indiferente  aos cultos quaisquer:  o Estado não adota nenhuma religião, não oficializa nenhuma, não impõe nenhuma, no seu dogma, no seu culto e nas suas práticas. Ou seja, o Estado laico ocupa-se da administração das coisas, e não interfere em questões de consciência, que pertencem à privacidade do indivíduo.




De mãos dadas ou E assim progridem os costumes

Na tarde de quinta-feira, 6 de março de 2008, vi dois rapazes a caminhar, na rua XV, em Curitiba, de mãos dadas. Em si, o gesto é insignificante; ele é significativo como duplo sintoma, pela sua raridade.

É raro, raríssimo, observarem-se atitudes públicas de afeto entre homossexuais, na sociedade brasileira, em geral, exceto  em locais muito específicos, como, segundo constou-me, a avenida Paulista, na cidade de S. Paulo.




O casamento guei existiu

Vários países, cidades isoladas e estados de países federativos (como as cidades de Buenos Aires e do México; a Espanha e o Uruguai: os estados de Nova Jérsei e do Oregon) adotaram, oficialmente, o casamento guei, ou seja, admitem a união marital entre pessoas do mesmo sexo, em situação de igualdade face ao casamento heterossexual. Outros países, cidades e estados reconhecem a convivência homossexual, sem lhe atribuir a condição matrimonial.




História da Homossexualidade - Parte 2

HISTÓRIA DA HOMOSSEXUALIDADE II

(Súmula do capítulo 3 de “Born to be gay. História da homossexualidade”, de Willian Naphy).

Em Creta antiga, a superpopulação resultou, como forma do seu controle, na instituição dos contactos sexuais entre homens. Lá surgiu a pederastia (relação entre um rapaz e um homem mais velho), que difundiu-se pelas demais ilhas gregas e originou tendências politicamente libertárias, motivo porque os tiranos empenharam-se por erradicá-la.




História da Homossexualidade - Parte I

Nesta série de artigos, tratarei da história da homossexualidade, com base, exclusivamente, no livro de Willian Naphy, “Born to be gay. História da homossexualidade”, na sua tradução portuguesa, de Jaime Araújo, publicado pelas Edições 70, em 2006, em Lisboa. Não há, da minha parte, nenhuma pesquisa, porém simples condensação, no intuito de divulgar o tema de que trata o livro e o respectivo conteúdo. Neste primeiro artigo, ocupo-me dos dois capítulos iniciais do livro.




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