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Enterrando e desenterrando cadáveres de ex namorados

Aos 19 anos eu tive um grande amor que durou pouco mais de um ano. Foi intenso, imaturo e marcante, ao menos para mim. Éramos crianças. Terminou por telefone, depois de uma série de sucessivas brigas: “eu não aguento mais”, disse ele chorando. Eu era imaturo, reagi da pior maneira possível. Havíamos combinado durante o namoro que se algum dia terminássemos, teríamos que fazer algo para que não houvesse possibilidade de volta, já que ele ficou no vai e vem com o ex anterior alguns meses.



Minha avó não sabia...

Vivemos das decisões feitas a cada momento. E, das decisões tomadas sem ponderar, me arrependo de uma em especial:
 
Quando minha avó materna ainda era viva e morava próximo a casa da minha mãe. Um de nós sempre levava comida e pão para ela. No último dia em que a vi viva, fui eu quem lhe levou pão. Meu objetivo era entregar as coisas da calçada mesmo, voltar para casa e continuar com minha maratona de seriados, largado no chão do quarto.



As verdades secretas dos garotos de Ipanema

Saiba o que ninguém nunca teve a coragem de dizer.
 
Pode até parecer que eu esteja incentivando a ira, destilando um veneno bem amargo, pegando carona no bonde dos invejosos e recalcados. Mas não, estou apenas listando alguns dos desabafos que venho colecionando dos meus leitores ao longo desses últimos meses. Antes de jogar a m*rda no ventilador conscientizei-me de que qualquer verdade, por mais secreta que seja, tem duas versões: a minha e a sua. Tudo está atrelado ao bendito ponto de vista.



O tal brilho nos olhos

Sempre namorei caras mais novos. Por muitas vezes não sabia o motivo disso, mas percebi um padrão. O namoro ia bem até que não vejo mais aquele brilho e isso passava a me incomodar. E eu fazia de tudo para que a pessoa continuasse a ter tal característica, nem que eu precisasse doar a minha alegria, por meio de muita dedicação e tempo, ou o que precisasse, ao qual eu chamava de amor.



Ser ou não ser urso: “A grande saída do armário”

Antes da comunidade bear estar organizada ou sequer existir no Brasil, raramente os homossexuais que reuniam as características do estilo “urso” saiam do armário. No máximo podíamos ver alguns transformistas, muitos ursos, graças ao Sílvio Santos (quem tem mais de 30 anos lembrará daqueles machões que iam no seu programa vestidos de mulher e batiam a peruca bonita… woofwoof…). Sem contar os inúmeros, eternos e deliciosos ursões, casados e país de família, ou não, que batem ponto (até hoje) cada domingo na sauna para “jogar dominó” e apenas curtir o vapor (aham!).



A casa caiu para os mafiosos da fé

Entenda por A + B porque eles rejeitam gays
 
Não digo ‘amém’ pra tudo que escuto, mesmo porque ninguém tem respostas pra tudo. Todas as religiões têm suas teorias sobre a morte, céu, inferno... Mas nenhuma certeza nos é garantida. A nossa única segurança é o espaço de tempo entre a maternidade e a funerária, e é melhor que saibamos aproveitar essa oportunidade dada pelo “Cara lá de cima”. A maioria das pessoas que conheço não tem a menor ideia do significado do milagre que é essa coisa chamada de vida.



Aos cinderelos de plantão: Já está disponível a nova versão do príncipe encantado

O que mais tem acontecido é isso. “As princesas” caíram no conto das bruxas, morderam a maça e estão desencantadas, jogadas no chão, perdidas num sono profundo – esperando por um príncipe que nunca aparece.
 
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Aconteceu no metrô de Botafogo. É uma estação que integra as duas linhas do Rio de Janeiro (Norte e Sul) e, portanto, é uma das únicas onde ambas as portas se abrem tanto do lado direito quanto do esquerdo, ao mesmo tempo. 



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