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Circuncisão reduz em 60% o risco de contrair HIV

Redação Lado A 20 de Julho, 2010 22h33m

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A circuncisão pode reduzir em até 60% as chances de homens contraírem o vírus do HIV em relações sexuais, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS). Frente ao resultado de diversas pesquisas, a OMS quer investir pesado na cirurgia peniana em países africanos, onde se concentra o maior número de infectados pela doença.

O diretor regional da OMS no Congo disse em conferência que existem “evidências científicas suficientes para promovê-la como um dos métodos para se prevenir a AIDS”. Pesquisas feitas seis mil homens revelaram que a intervenção cirúrgica reduziu consideravelmente o risco de infecção pelo vírus.

No entanto, as autoridades se preocupam com a má interpretação da notícia. Pois, a circuncisão só beneficia os homens, de forma que as mulheres mantêm o mesmo risco de exposição à doença se mantiverem relações sexuais sem proteção, independentemente se com homens circuncidados ou não. A OMS ainda afirmou que a cirurgia não é nenhum tipo de preservativo natural e que é necessário o uso da camisinha por todos.

O bilionário americano Bill Gates, dono da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, investe parte de sua fortuna em pesquisas no combate à AIDS há muitos anos. O empresário que esteve na Conferência Internacional da AIDS 2010, em Viena, afirmou que “o custo de não se fazer nada é muito superior ao dos programas de circuncisão”, referindo-se à declaração da OMS em relação à falta de recursos para financiar a medida de prevenção.

Para Krishna Yaffo, diretora da organização americana Population Services International, se 80% da população masculina da África fizesse a circuncisão “seria possível evitar, nos próximos cinco anos, cerca de quatro milhões de infecções” em um prazo até 2025. Alcançar estes resultados representaria “uma economia de despesas de saúde de US$ 20 bilhões nesse mesmo período”, declarou Yaffo em Viena.

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