12 idéias comuns mas equivocadas sobre o HIV e Aids

1 – Camisinha é como chupar bala com papel
Você precisa pôr na balança se a pessoa e esses minutos valem o risco que pode trazer consequências para toda a vida. Há diversas formas de sentir prazer e dar prazer no sexo. Descubra a mais segura e explore o seu corpo e do parceiro.
 
2 – Quem tem HIV tem Aids
HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana que causa a Aids, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que pode facilitar o desenvolvimento de graves doenças oportunistas. Ninguém morre de Aids ou por causa do HIV. Ter HIV não significa que você terá a Aids. Basta fazer o exame, saber sua sorologia e ter um comportamento responsável com a sua saúde e a dos outros.
 
3 – Dá para saber quem tem o HIV 
Este é o maior erro de quem se julga esperto demais. Não há características ou sinais que apontem que uma pessoa tem HIV. Se ela levar uma vida saudável e tomar os medicamentos corretamente, ela poderá gozar de saúde e aparência melhor do que pessoas com hábitos não saudáveis.
 
4 – A cura já existe ou está próxima
Após 30 anos da epidemia, a esperança permanece mas não há qualquer previsão real de descoberta da cura da Aids. Não há milagres, os raros casos de transplante de medula óssea que apontava o sumiço do vírus de pacientes soropositivos, tratados por causa de leucemia, mas terminaram depois de algums meses ou anos a apresentar o HIV em seu organismo novamente.

5- Devo temer transar com soropositivos

Quem sabe que tem o vírus e se trata, tem menos chance de passar o HIV do que uma pessoa que tem mas não se trata, por isso, o preservativo é muito importante, em ambos os casos.

6 – Ter o HIV vai limitar a minha vida profissional e familiar

Ter o vírus HIV não impede uma pessoa de trabalhar, ter uma vida normal, ou ser mãe ou pai seguindo as recomendações corretas.

7 – Se já transamos várias vezes e não peguei nada, então é seguro

Se a pessoa não tem o HIV, pode ter depois, e ainda, mesmo que ela tenha, se você não se infectou nas outras vezes, nada garante que não irá ocorrer depois.

8 – Tenho um relacionamento monogâmico, então não há perigo

Infelizmente, a maior incidência de infecção do vírus é entre namorados e pessoas que confiaram, homo ou héteros, até mais do que em relacionamentos com estranhos, já que nestes há a preocupação maior de usar preservativo. Você pode ser fiel, seu namorado pode ter um amante fixo, mas e com quem este amante transa? E aquela escapadinha insignificante?

9 – Acho que sou imune

Menos de 1% da população é imune ao vírus, há diversas cepas circulando, o vírus é altamente mutável…  E não esqueça que ainda há diversas Doenças Sexualmente Transmissíveis, algumas mais preocupantes do que a Aids.

10 – Jovens gays são os que correm mais risco

De fato, no Brasil, a epidemia cresce mais entre jovens homossexuais, mas há mais casos entre adultos, pois a longevidade e o envelhecimento dos jovens, e novas infecções, aumentam a quantidade de pessoas infectadas adultas a cada ano. Jovens que transam com jovens apenas correm menos risco, mas a questão é que os jovens transam mais e sem usar preservativo, por inconsequência e, ao se infectarem, o estilo de vida de excesso de baladas, doenças comuns da idade, e outros fatores, enfraquecem o sistema imunológico, aumentando a transmissibilidade, então, o risco é igual para quem não usa o preservativo.

11- Ativo corre menos risco

Novamente há toda uma loteria que envolve a carga viral do trasmissor, que é maior nas semanas seguintes quando a pessoa se infecta ou quando há enfraquecimento do sistema imunológico, e a proteção do sistema imulonológico do infectado. O passivo corre mais risco por ter mais área de exposição e receber mais fluídos, porém a chance do ativo pegar o HIV pode ser inversa, dependendo da imunidade e da carga viral envolvidas. O não uso de gel lubrificante aumenta o risco para ambos, bem como sexo violento. Por isso, camisinha e gel.
 
12 – No sexo oral os riscos são menores
Provavelmente, mas novamente avalia-se a matemática que pode ser totalmente desfavorável. Carga viral de um, sistema imunológico do outro, portas de entrada, troca de fuídos… Por isso, se for fazer sexo oral sem proteção em desconhecidos, evite se tiver com machucados no lábio, boca ou garganta, se tiver acabado de escovar os dentes ou passado fio, pois com certeza você criou micro lesões. A saliva e muco ajudam a proteger a mucosa. Cada atitude vai acrescendo risco, então você precisa se informar e voltar sempre a primeira questão: vale a pena se arriscar? 

Dica, faça o teste e tenha uma atitude de compromisso com você.

 

Redação Lado A :A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa