Florianópolis recebe mostra de espetáculos LGBTQ durante o mês de abril

Redação Lado A 05 de Abril, 2018 02h02m

Durante o mês de abril, a cidade de Florianópolis receberá uma mostra de peças teatrais LGBTQ. O evento é resultado de diversas iniciativas de coletivos LGBTQ e feministas. Uma das compilações de peças forma a Mostra de Teatro Feminista e LGBTTIQ e está fazendo apresentações na Casa Vermelha, Centro Cultural de Florianópolis localizado no centro da cidade.

Outro movimento que participa das apresentações é a Mostra Universitária de Processos Teatrais, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O projeto surgiu a partir da iniciativa de um universitário para reunir peças que foram produzidas em anos e semestres anteriores. A ideia é contribuir para a formação dos participantes e realizar um festival universitário.

Sobre os espetáculos:

 

Dona Augusta

A peça “Dona Augusta” retrata a história de um menino em conflito com a moral em um contexto conservador. Diante das diversas possibilidades de sexualidade e gênero, o personagem questiona as regras estabelecidas socialmente. Com texto e direção de Nicolas Lopes, “Dona Augusta” é resultado de um trabalho independente de alunos da Udesc. As apresentações acontecem nos dias 8,15,22 e 29 de abril, ás 20 horas, no Centro Cultural Nau Catarineta, na rua Cônego Serpa, 30, bairro Santo Antônio em Florianópolis. Os ingressos custam entre R$15 (meia) e R$ 30 (inteira).

 

Kandace

O espetáculo “Kandace” fala sobre representatividade de mulheres lésbicas e negras no sul do Brasil que discute posições de privilégio através do Rap. O espetáculo faz parte da Mostra Universitária de Processos Teatrais. A apresentação acontece no dia 6 de abril, às 20 horas no Centro de Artes da Udesc, na Avenida Madre Benvenuta, 1907, Itacorubi, Florianópilis. Entrada franca.

 

Bela

Esse espetáculo aborda a não binaridade e representações de gênero. A negação de padrões e a subverção das regras ao corpo e existência são constantemente discutidas. A classificação indicativa é de 14 anos. Integrante da Mostra de Teatro Feminista e LGBTTIQ, o espetáculo será apresentado no dia 6 de abril, ás 20 horas, no Centro Cultural Casa Vermelha, na rua Conselheiro Mafra, 590 – Centro. Na Casa Vermelha os ingressos custam entre R$10 (meia) e R$ 20 (inteira). Haverá outra apresentação no dia 14 de abril, às 18h30min, no Centro de Artes da Udesc com entrada gratuita.

Fala Comigo Doce Como a Chuva

Um casal gay que enfrenta a falta de comunicação dentro da relação, até que a chuva cai e desperta as afinidades do casal. A peça integra uma coleção de “short plays” de Tennessee Williams, na qual mais que contar uma história, o autor busca focar uma curta e pontual situação dramática, expondo, desta maneira, toda uma condição humana e o universo existencial de seus personagens. O cenário intimista garante proximidade do público. A restrição de espaço faz com que o público se sinta dentro do universo dos personagens. A apresentação acontece dia 12 de abril, ás 20 horas, no Teatro UBRO, na rua Pedro Soares, 15, no Centro de Florianópolis. Os ingressos custam entre R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). O espetáculo tem classificação indicativa de 16 anos.

 

Espero Poder Enxergar 

A performance “Espero Poder Enxergar” vai às ruas soltar o seu (e de muitas outras pessoas) grito preso na garganta: PAREM COM O SEU ÓDIO, ELE ESTÁ NOS MATANDO.
A rua é o lugar onde as palavras são atiradas feito pedras, entre um “tomara que morram”, e um “Bolsonaro 2018”, abraços e palavras de amor surgem como um suspiro de esperança para dias melhores. O espetáculo acontece no dia 27 de abril, às 18 horas, em um perscurso pela Avenida Madre Bevenuta, iniciando-se na Udesc com encerramento no Shopping Iguatemi. Em caso de chuva, a perfomance que integra a Mostra universitária de Processos Teatrais ocorrerá nos corredores do câmpus 1 da Udesc. Gratuito.
dia 27 às 18h percurso pela Av. Madre Bevenuta

 

A Mão na Face 

Entre um show e outro, desejos e desencantos. Entre batons, purpurinas e perucas de canecalon, diálogos e devaneios de uma quase vida. O camarim de um cabaré. A leveza de quem ainda acha que pode mudar alguma coisa. O peso das escolhas da vida. Há escolha? Ainda é cedo. ‘A Mão na Face’ é um espetáculo sobre duas Drags que envolve coragem, sensibilidade e prostituição. É chegado o momento em que precisamos fazer as pazes com tudo o que fomos e mesmo com o que deixamos de ser. Embora algumas memórias preferíssemos ofuscadas, convidamos vocês a encarar os espelhos e adentrar um universo de sonhos, frustrações e resistência. A peça que integra a de Teatro Feminista e LGBTTIQ, acontece no dia 27 de abril, às 20 horas, no Centro Cultural Casa Vermelha. Os ingressos custam entre R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira)

 

Transvyadaji 

Transvyadaji é antes de tudo uma ação de sobrevivência. É um grito travesti de várias vozes cansadas de morrer, é nosso suspiro de exaltação de vida, nossa força contrária ao murro na cara, acessos negados, ao assassinato, à violência diária. O amor reservamos a nós mesmas, mas a resposta a eles tem o peso da botina na cara. Cada ação de uma travesti viva é uma bomba lançada, e assim, Transvyadaji se faz arma de guerra e afeto, sendo atualizada a cada novo gesto. É uma performance Trans-musical, travecoterrorista (termo cunhado por Tertuliana Lustrosa), cheia de gliter, água, fogo, pele, vida – bamboleada, dançada e cantada no calor das nossas vidas e mortes, levando o trato que escreveu Conceição Evaristo: “A gente combinamos de não morrer.”. Na iminência de um movimento pela representatividade travesti e trans, lançamos nossos nomes e das outras e outres ao longe: Nós, Helen Maria e Vulcanica Pokaropa, somos travestis vivas.  O espetáculo integra a Mostra de Teatro Feminista e LGBTTIQ, e acontece no Centro Cultural casa Vermelha, no dia 28 de abril, às 20 horas. Os ingressos custam entre R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). A classificação indicativa é de 14 anos. Pessoas trans e travestis têm entrada gratuita no evento.

 

 

 

 

 

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SOBRE O AUTOR

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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