Casal de lésbicas empresárias sofre preconceito de cliente

Redação Lado A 13 de Junho, 2018 02h48m

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Um casal de lésbicas mantêm um empreendimento na cidade de Resende, no Rio de Janeiro, a Brigadelândia. O negócio vem conseguindo muitos clientes graças aos seus produtos de qualidade feitos pelas proprietárias, que largaram suas carreiras de formação para investir na gastronomia. A empresa conta com um ponto de venda no bairro de Campos Elíseos, cuja funcionária causou desconforto em uma cliente lesbofóbica.

A Brigadelândia postou em sua página no Facebook imagens de conversas com a cliente via WhatsApp. A consumidora – que não foi identificada – primeiramente elogiou todos os doces e o atendimento na barraquinha em Campos Elíseos. No entanto, uma reivindicação dessa cliente deixou a proprietária Enayle indignada.

A mulher pediu para que a empresária substituísse sua funcionária, Natalí, por outra mais “apresentável”. Segundo a cliente, a moça que estava atendendo no ponto de venda era muito simpática, porém não se parecia com uma mulher heterossexual. A consumidora argumentou que foi ao local para consumir junto com uma amiga, que é “da igreja”. A amiga da mulher teria se sentido constrangida ao ser atendida por uma mulher lésbica.

A resposta surpreendente veio logo em seguida. A moça que atendia no ponto de venda não era apenas uma funcionária, mas também uma das proprietárias do empreendimento. Enayle é noiva de Natalí, que estava a frente do negócio no dia em que essa cliente se dirigiu até o estabelecimento. A proprietária deu uma verdadeira aula de diversidade para a cliente lesbofóbica e disse que uma das premissas da empresa é o respeito e o amor.

Ignorância

Ao se referir à noiva de Enayle, a cliente usou aspas ao chamá-la de moça. A colocação deu a entender que a cliente não considerava Natalí como uma mulher por não atender aos padrões. “Não acho que passe uma boa imagem uma sapatão atendendo. Acho que deveria selecionar melhor quem vai ficar cara a cara com seus clientes”, disse a cliente.

Quando soube que Natalí era, na verdade, sócia da empresa e noiva de Enayle, a consumidora continuou com seus insultos. “Continuem vendendo doce mesmo, não vão conseguir nada além disso com essa escolha que fizeram. Menos uma cliente”. “Que sorte a nossa”, respondeu Enayle.

Confira a conversa pelo WhatsApp

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SOBRE O AUTOR

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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