Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, está recebendo ameaças

Redação Lado A 07 de Agosto, 2018 12h29m

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Quase cinco meses após a morte da vereadora Marielle Franco, as investigações ainda buscam a motivação e os suspeitos pelo crime. Enquanto isso, Mônica Benício, viúva de Marielle, declarou em recente depoimento que vem sofrendo ameaças de morte. A Delegacia de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, ouviu Mônica Benício por mais de três horas na tarde de segunda-feira, 6 de agosto.

Com a presença da imprensa, Mônica declarou que está sofrendo ameaças desde que Marielle morreu. Segundo declaração da arquiteta em depoimento, uma das ameaças aconteceram recentemente. Mônica disse que em uma noite, um carro a fechou no trânsito e a perseguiu até em casa. Depois disso, o condutor do veículo piscou os faróis em frente à sua residência. A viúva disse ainda que um homem a abordou na rua e disse para ela aceitar a morte da esposa. O suspeito teria dito que ela poderia ser a próxima a morrer caso continuasse “falando demais”.

Proteção

Diante das inúmeras ameaças sofridas pela internet e pessoalmente, Mônica pediu proteção à Organização dos Estados Americanos (OEA). Por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Mônica Benício conseguiu que a OEA ordenasse que o Estado a proteja. O governo tem 10 dias para analisar a ordem e colocá-la em prática.

Caso o Estado Brasileiro descumpra a ordem da OEA, poderá sofrer sanções que prejudicam as relações diplomáticas com outros países. Por outro lado, Mônica declarou que o Estado já havia lhe oferecido mecanismos de proteção. No entanto, segundo a arquiteta, essas medidas não foram de fato aplicadas e não têm sido suficientes para protegê-la. Além de garantir a integridade física de Mônica, a OEA ordenou que o Estado garanta que ela continue seu ativismo pelos Direitos Humanos.

Marielle Franco

A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foi assassinada junto com seu motorista, Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018. Ativista pelos Direitos Humanos, lésbica e negra, Marielle foi morta quando voltava para casa no carro de seu motorista. No bairro Estácio, um outro veículo com criminosos emparelhou o carro de Anderson Gomes. Após ter perseguido as vítimas, os criminosos atiraram e as balas atingiram Marielle e o motorista. Ambos morreram no local.

As investigações ainda não chegaram aos culpados. Contudo, já se considera que a morte de Marielle foi motivada por questões políticas. Desde as iniciativas do governo em colocar tropas federais para tentar conter a violência no Rio de Janeiro, a vereadora vinha denunciando abusos de autoridade.

 

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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