Em entrevista sobre seus futuros ministros, Bolsonaro ironiza a presença de homossexuais

Redação Lado A 07 de Novembro, 2018 15h28m

Após ser eleito presidente, Jair Bolsonaro (PSL) já começou a montar a sua esquipe de governo. Dentre os ministros escolhidos com nomes polêmicos, faltam em sua equipe nomes femininos. Questionado por jornalistas e demais eleitores sobre a ausência de mulheres, Bolsonaro disse que elas estarão presentes no governo. No entanto, não deixou de incluir em suas declarações ataques contra homossexuais.

Em Brasília, o presidente deu entrevista e ironizou sobre a presença de ministros homossexuais em seu governo. Durante as declarações, ele se dirigiu ao futuro ministro General Augusto Heleno que por sua vez respondeu “estou fora”. Ninguém havia questionado Bolsonaro sobre a presença de ministros homossexuais. Mesmo assim ele não deixou de, entre risos, ironizar a presença dessas pessoas em seu governo.

Defensor de frentes conservadoras dentro e fora do governo, Jair Bolsonaro teceu sua campanha com inúmeros ataques contra a comunidade LGBT. Com relação às mulheres, que também foram alvo de seus ataques, o presidente eleito disse que não trocaria um dos nomes escolhidos por o de alguma mulher. Por outro lado, ele declarou que ainda existem muitas vagas para os ministérios. Por isso, com certeza haverá mulheres em seu governo.

Ministros

Dentre os nomes escolhidos para compor os ministérios do governo Bolsonaro, um dos mais polêmicos foi o do juiz Sérgio Moro. Peça principal da Operação Lava Jato e da prisão do ex-presidente Lula, Moro por diversas vezes foi considerado um juiz imparcial. Algumas de suas atitudes abrandaram as investigações contra outros criminosos da política. Foi o caso de Onyx Lorenzoni, acusado de receber Caixa 2 e escolhido para ser ministro de Bolsonaro. Mesmo após confessar ter recebido dinheiro de empresas, o acusado pediu desculpas e foi elogiado pelo juiz.

General Heleno, presente no momento em que Bolsonaro fez chacota com a presença de homossexuais em seu governo, foi escolhido para representar o Gabinete de Segurança Institucional. Para o Ministério da Economia, o presidente escolheu Paulo Guedes, que defende uma menor participação do governo na economia.

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