Criança é obrigada pelo pai a fazer sexo com a madrasta para não se tornar gay

Redação Lado A 06 de Dezembro, 2018 18h14m

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De acordo com informações do jornal Sunday Mirror, um homem é acusado de forçar o filho a fazer sexo com a madrasta. O pai alegou que foi mandante do crime para que o filho não se tornasse gay. Segundo informações dos acusados, o menino, que foi abusado aos onze anos, tinha trejeitos de um homossexual.

O crime aconteceu ainda na década de 1990, em Bracknell, na Inglaterra. Richard Dowling, que hoje tem 62 anos, ameaçava o filho para que ele mantivesse relações sexuais com a madrasta. A mulher acusada de fazer sexo com o menino, Anette Breakspear, também de 62 anos, foi condenada pela Justiça britânica.

De acordo com a denúncia da vítima que veio à tona somente agora, o pai agredia o filho quando ele se recusava a fazer sexo. Hoje, Daniel Dowling, a vítima, tem 36 anos e procurou a justiça para denunciar o abuso. O rapaz denunciou ainda que era obrigado a assistir as relações sexuais do pai com a madrasta. Além disso, o pai o obrigava a fazer sexo a três com Breakspear.

Mesmo sendo funcionário da Justiça britânica, Richard Dowling foi capaz de abusar do filho. A vítima relatou que as agressões começaram em uma tarde em família. O que parecia ser um momento de diversão em que ele jogava com o pai e a madrasta se tornou o início de um período traumatizante. Durante o jogo, o Richard definiu que quem perdesse deveria tirar uma peça de roupa. Ao final das partidas, a madrasta estava completamente despida e a criança foi induzida pelo pai a beijar os seios dela.

A partir daquele dia, os abusos começaram e aconteciam com cada vez mais frequência. Durante 3 anos Daniel foi obrigado a fazer sexo com a madrasta e o pai e a assistir filmes pornográficos.

Trauma

A infância de Daniel Dowling foi totalmente prejudicada pelo ocorrido. Até nos dias atuais, o rapaz tem dificuldades em se relacionar afetiva e sexualmente com outras pessoas. Homossexual, a vítima resolveu denunciar o pai e a madrasta como uma forma de se livrar dos pensamentos depreciativos que tem até hoje. Conviver com elementos como perfumes ou jogos de tabuleiro que remetam muito à sua infância é muito difícil para a vítima.

Aos 16 anos, Daniel foi vítima de outro pedófilo. Após se mudar com a família para Weymouth, a polícia localizou na casa de um vizinho diversas fotos de Daniel. Foi nessa época que ele contou para uma psicóloga sobre os abusos que sofria do pai e da madrasta. Os abusos só pararam quando o casal se separou, porque a madrasta teria feito sexo com Daniel e seu avô no mesmo dia.

Atualmente, Daniel é solteiro e tem grandes dificuldades de se relacionar. A vítima tem em suas memórias poucas lembranças boas da infância. O jovem tentou se matar pelos constantes abusos que resultaram em sérios  danos psicológicos.

Julgamento

Após algumas tentativas de denunciar o crime sem sucesso, Daniel conseguiu uma prova. Ele gravou secretamente uma conversa telefônica com o pai na qual houve a confissão do crime. Somente com esse material a polícia resolveu começar as investigações. Antes disso, a vítima chegou a ser ridicularizada pelas autoridades.

O pai de Daniel confessou o crime e disse que se sente arrependido. Dowling disse ainda que abusou do filho para que ele não se tornasse gay e “seguisse o caminho certo”. Segundo o criminoso, ele abusou do filho também para que ele soubesse se defender de pedófilos e como tratar as mulheres.

Para os juízes que analisaram o caso, a conduta de Dowling e da madrasta causou um grande dano à criança. Considerou-se que infância ficou totalmente perdida e traumática por conta dos abusos. Como pena, a Justiça britânica determinou cinco anos de prisão para o pai e oito anos para a madrasta.

 

 

Redação Lado A

SOBRE O AUTOR

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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