Drogas e problemas de saúde levam jovens atores de pornô gay à morte

Redação Lado A 24 de Junho, 2019 15h59m

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Em 13 de junho o ator pornô americano Jay Dymel faleceu. De acordo com informações de amigos e familiares, o ator estava em coma alguns dias antes de sua morte. No entanto, a causa específica do falecimento não chegou a ser divulgada. A morte de Dymel é mais uma para o número de atores de pornô que morrem vítimas de diversas causas.

Outros atores também faleceram com pouca idade nos últimos anos. Aos 21 anos, Kyle Dean morreu em setembro de 2018. A suspeita de sua morte gira em torno de drogas e uma vida conurbada durante a qual chegou a ser preso. Já em 2019, Casey Jacks, de 29 anos, morreu em maio e suspeita-se que ele tenha cometido suicídio.

Sobre a morte de Dymel, a produtora Falcon Studios demonstrou pesar. Através de uma nota no Twitter, a produtora de vídeos pornográficos lamentou a morte de um dos membros de sua equipe. O namorado do rapaz, que esteve com ele dias antes do coma, também lamentou a morte do companheiro.

A indústria pornográfica está cada vez mais nociva para os atores. Desde o início de conteúdos piratas, os estúdios estão com menos trabalhos, pois os vídeos podem ser encontrados em qualquer lugar na internet. Além disso, os atores sofrem uma enorme pressão para apresentar performance e físico durante os filmes. Devido a esse processo, a saúde mental fica abalada junto com a física. O preconceito que atores pornô enfrentam, bem como a falta de apoio e humanização por parte da indústria, também são um grande risco.

Vício

Não é só para os atores e atrizes de filmes adultos que a indústria pornográfica pode trazer problemas. De acordo com um estudo já noticiado pela Lado A, do cientista americano Kevin Majeres, a pornografia interfere diretamente em problemas com a sexualidade. Majeres esclarece que o consumo desses conteúdos, apesar de parecer inofensivo, pode levar ao vício.

Majeres citou ainda que os malefícios da pornografia são citados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). Nos primeiros contatos com a pornografia, o usuário se depara com um aumento de dopamina no organismo após a masturbação. No entanto, quando o efeito hormonal passar, o indivíduo tende a procurar a pornografia novamente. Assim, em relações sexuais reais, o usuário sente dificuldade em se sentir atraído e excitado por uma pessoa real. O estudo demonstrou então que, além de viciar, a pornografia pode interferir no desempenho sexual na vida real do usuário.

Redação Lado A

SOBRE O AUTOR

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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