Estudo de atividade cerebral associa identidade de gênero à elementos biológicos

Redação Lado A 04 de Junho, 2019 13h53m

Diferente do que foi estabelecido no nascimento de cada pessoa, a identidade de gênero diz respeito a como um indivíduo se identifica dentro de um contexto social. Independentemente do sexo biológico, pessoas trans podem se identificar como homens, mulheres, ou nenhum dos dois. Durante muito tempo, a identidade de gênero ficou restrita a um contexto mais social e cultural. Por outro lado, essa percepção está prestes a mudar graças a um novo estudo sobre o assunto.

A neurologista Julie Bakker, da universidade de Liege, na Bélgica, usou a ressonância magnética como método de seu estudo. Bakker reuniu 160 crianças e adolescentes que se identificam como pessoas trans. Durantes os testes, foram analisadas todas as microestruturas cerebrais através da técnica chamada de “imageamento tensor de difusão”.

Após a realização dos exames de ressonância em pessoas trans, os resultados seriam comparados com pessoas que não são trans. Pessoas cisgênero se identificam com o mesmo sexo que lhe foi atribuído ao nascer de acordo com a genitália e outros materiais biológico. Assim, Bakker concluiu que a atividade cerebral de meninas transexuais se assemelham às de meninas cis. Da mesma forma, o comportamento cerebral de meninos trans se aproxima muito do cérebro de meninos cis.

Biologia e identidade de gênero

Os primeiros estudos sobre gênero consideram que a identidade de gênero está ligada à questão cultural. De outro modo, o sexo está ligado à elementos biológicos e fica restrito apenas às possibilidades de masculino e feminino.

Mesmo considerando a identidade de gênero como algo cultural, pois as concepções de comportamento masculino e feminino mudam em diferentes sociedades, a ciência nunca rejeitou a condição de milhares de pessoas trans. Segundo outro estudo que foi apresentado na Sociedade Europeia de Endocrinologia, adultos trans têm atividades cerebrais que se assemelhas às de pessoas cisgênero que correspondem à sua identidade de gênero.

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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