Bahia produz vídeo contra homofobia e instala bandeirirnhas de escanteio LGBT em jogo

Redação Lado A 16 de Setembro, 2019 11h51m

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Nesse domingo (15) o jogo entre Bahia e Fortaleza na Arena Fonte Nova, em Salvador, foi mais colorido em referência à comunidade LGBT+. A campanha #LevanteBandeira é de iniciativa do clube baiano que contribui para a luta contra a homofobia dentro dos estádios de futebol. Por isso, a partida de domingo contou com bandeiras de arco-iris no lugar das tradicionais bandeirinhas de escanteio.

Sobre a ação, o Bahia emitiu uma nota confirmando a campanha. De acordo como clube, o afastamento do público LGBT+ dos estádios de futebol se dá pela homofobia. O clube considera ainda que isso é inadmissível e que é de responsabilidade também dos clubes de futebol promover um ambiente acolhedor e de respeito. Além disso, o Bahia conscientizou seus torcedores sobre a opressão homofóbica sofrida pela comunidade LGBT+ que leva à morte. “O Bahia veste três cores, mas está ao lado de todas as outras”, afirmou o clube em nota.  “É um propósito de igualdade, amor e vida”, finalizou.

Em sua conta do Twitter, o Esporte Clube Bahia postou um vídeo da campanha contra a homofobia. Na gravação, um homem gay chamado Rafael que é costureiro e fala sobre a LGBTfobia que mata a cada dia mais no Brasil. Durante o vídeo, ele costura uma bandeira LGBT+, a mesma que seria usada em campo no lugar das bandeirinhas de escanteio. “Sempre que alguém disser onde acaba meu campo, eu levantarei bandeira”, diz Rafael.

Homofobia em campo

Antes os espaços de futebol eram comumente preenchidos com manifestações homofóbicas. Assim, a comunidade LGBT+ sempre se manteve comumente afastada desse meio. Por outro lado, nos últimos anos, a luta LGBT+ convenceu órgãos públicos que gerenciam as regras do futebol brasileiros a darem mais atenção para a discriminação sofrida por LGBTs dentro dos estádios brasileiros.

Dessa forma o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou punições para clubes cujas torcidas entoarem cantos homofóbicos. Foi o que aconteceu recentemente durante uma partida entre São Paulo e Vasco, em 25 de agosto. Na ocasião o árbitro Anderson Daronco interrompeu a partida após ouvir gritos homofóbicos da torcida do Vasco. A ação é embasada pelas normas do STJD que determinou que os árbitros registrem situações como essa para que sejam apuradas posteriormente.

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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