Investigação aponta que transexual de Itaquaquecetuba foi torturada antes de morrer

Redação Lado A 25 de Setembro, 2019 16h00m

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A adolescente Médely Razard, de 15 anos, foi encontrada morta na sexta-feria (20) em Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo. A jovem que tem nome de registro de Giovane Davi da Silva Bezerra dos Santos estava caída na Estrada do Pinheirinho, no bairro Estância Guatambu.

Os investigadores observaram alguns aspectos no corpo da jovem que levaram às suspeitas de tortura. Médely estava nua e com um fio enrolado no pescoço. Além disso, a jovem apresentava ferimentos nas pernas, braços e dentes que estavam quebrados. A polícia observou ainda que o corpo estava com uma bermuda envolta na cabeça.

Familiares da vítima afirmaram que a viram um dia antes de o corpo ser encontrado. Depois, a mãe de Médely recebeu uma mensagem da adolescente afirmando que logo chegaria em casa. A mulher respondeu à filha que não mais deu notícias desde então.

O corpo de Médely foi encontrado pelo segurança Wagner Francisco dos Santos. De acordo com o homem, não houve nenhuma movimentação estranha no local que levantasse suspeitas. Santos afirmou ainda que trabalha no turno da noite e que o local é cheio de mato, o que teria colaborado para o sigilo do crime.

Transfobia

De acordo com Nayara Santos Ribeiro, cunhada da vítima, Médley era homossexual assumido. Porém, nas redes sociais, a vítima se identificava como trans e exibia suas fotos com maquiagens e roupas femininas. Apesar de a vítima ser trans, familiares e investigadores acham cedo apontar a causa do crime como transfobia. Enquanto isso, a família pede por justiça. “A gente quer uma explicação, que seja encontrado o autor dessa brutalidade”, disse Nayara ao G1.

Polly Razard, prima da vítima, afirma que o caso foi sim de transfobia. A jovem contou à policia que, assim como Médley, já recebeu ameaças devido a sua identidade de gênero. Além disso, familiares suspeitam de alguma pessoa conhecida. Essa suspeita surgiu pelo local onde o corpo foi encontrado, que é diferente do caminho percorrido pela jovem para ir pra casa.

O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal para a realização de exames. Até agora não se sabe a autoria e motivação do crime. Por isso, a polícia pede que qualquer informação seja reportada ao telefone 181.

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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