Nadador dos EUA afirma que foi expulso de equipe esportiva por ser gay  

Redação Lado A 03 de Outubro, 2019 12h28m

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O nadador Abrahm DeVine, de 23 anos, postou em suas redes sociais que sofreu uma situação de homofobia em sua profissão. DeVine afirmou através do Instagram que foi expulso de sua equipe de natação de Stanford em um episódio motivador por homofobia. Até o ano passado, o nadador estava treinando na equipe normalmente de forma profissional. Depois, a equipe de Stanford começou a excluir o nadador, segundo ele, por ser gay.

Após alguns problemas na equipe de Stanford, DeVine migrou para o Team Elite, de San Diego. Em resposta às acusações de homofobia, os treinadores da Stanford, Greg Meehan e Dan Schemmel explicaram o ocorrido. Segundo os treinadores, DeVine “não foi convidado” a permanecer na esquipe. Por outro lado, eles negam que sua saída tenha ligação com a sexualidade gay do nadador.

De acordo com DeVine, a Stanford e seus treinadores falam que apoiam a causa LGBT+. No entanto, não é isso o que acontece na prática. O nadador afirmou que, além de apoiar, os treinadores e demais atletas que o apoiam devem se atentar para a real situação de homofobia que ele afirma ter sofrido.

O nadador se assumiu como gay em setembro do ano passado. Antes, já tinha uma trajetória consistente na natação dos EUA. DeVine já foi membro das equipes do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em 2017 e também neste ano. O nadador ficou em 10º lugar nas competições em 2017 e subiu de posição em 2019, ficando em 8º lugar. Além disso, com sua trajetória de bons resultados, DeVine foi classificado para a Pan Pacs, importante competição, na qual conquistou o quinto lugar. De Vine também Bicampeão individual da National Collegiate Athletic Association (NCAA). Por fim, foi solicitado para ser garoto propagando de marcas fitness e de moda praia.

“Gay ou hétero, nadador ou não, nenhum de nós está isento de homofobia”, afirmou DeVine.

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As many of you know, I’m an openly gay swimmer and I am the only one at my level. I want to use this post to call out some of the homophobia that I’ve experienced being an athlete, and encourage everyone to be thoughtful and intentional about changing some of the homophobic aspects of the athletic culture that exists today. While I have many specific examples of micro aggressions and outright aggressions that I’ve experienced, homophobia is ultimately much more than an accumulation of experiences. In fact, it is a denial of experience. While I feel like I’ve tried to convey this to many people, many of whom deny any possibility that they contribute it, I’ve started to ask myself: Why is it my job to educate coaches and athletes at the most resourceful university in the world? I cannot continue to try to engage people in this conversation when there is so much fragility to obscure my humanity and character, so much rhetoric to keep me silent. Everyone says they support me, and yet, for the millionth time, I am the only one speaking up. To my coaches who sport the pride flag on their desk, to the athletes who liked my pride photo on Instagram, I need you to wake up to what’s happening around you. How can you say you support me and my equality? How can you not see how Stanford Swim has treated me and used me over the last 4 years? Am I invisible? Plain and simple: there are surface level reasons I was kicked off the Stanford swim team, but I can tell you with certainty that it comes down to the fact that I am gay. This is a pattern. Homophobia is systematic, intelligently and masterfully designed to keep me silent and to push me out. I am a talented, successful, educated, proud, gay man: I am a threat to the culture that holds sports teams together. I want something to change, because I can’t take it anymore. My story is not unique. There are queer voices everywhere and all you have to do is listen. I am asking, begging for some sort of action. If you are reading this, this post is for you! Gay or straight, swimmer or not. None of us are exempt from homophobia. It is your civil duty to educate yourself. If you choose not to, it is at my expense.

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SOBRE O AUTOR

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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