Bar LGBT+ de Salvador sofre ataque homofóbico; agressor foi solto

Redação Lado A 02 de Dezembro, 2019 15h46m

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O Espaço Cultural Caras e Bocas, localizado no Centro de Salvador e que atende o público LGBT foi atacado nesse sábado, dia 30 de novembro. O acusado pelo crime é Edson Oliveira Lima Macedo, conhecido na região por Sinhô Macedo, que permanece em liberdade.

Rosy Campos, uma das proprietárias do bar, relatou que o agressor chegou a machucar as pessoas presentes. De acordo com a proprietária e demais testemunhas, o homem que tem estatura alta e pesa aproximadamente 100kg, jogou cadeiras nos clientes e quebrou o bar, além de agredir uma mulher.

Por volta das 23 horas, Edson desembarcou de um ônibus próximo ao bar, na rua Carlos Gomes. Ele segurava uma mulher pelos cabelos e a arrastou até a entrada do bar. No local, ele começou a ameaçar as proprietárias com um pedaço de pau e agredi-las. Antes disso, a proprietária do bar e os presentes tentaram ajudar a mulher que estava sendo agredida por Macedo.

Após soltar a mulher que arrastou do ônibus, o criminoso entrou no bar e começou a gritar chamando por Isidoro. Esse é o nome de um deputado federal da Bahia, que é evangélico, conhecido por suas falas LGBTfobicas.

A proprietária conseguiu apartar a situação e chegou a oferecer água para o agressor. Mas repentinamente, após ver um casal de lésbicas no local, o homem disse que mataria todo mundo e começou a gritar novamente. Nesse momento, Macedo arremessou cadeiras nos presentes e quebrou um objeto de mármore. Por pouco ele não quebrou um espelho com o qual teria machucado ainda mais os clientes. “Vou matar os veados e as sapatões”, dizia o homem.

Prisão

A polícia foi acionada e chegou ao local antes que Macedo matasse a esposa de Rosy. Nesse momento ele atacou a mulher e a arrastou pelos cabelos, em seguida, a jogou em frente a um ônibus. Por pouco ela não foi atropelada.

Macedo foi preso em flagrante e levado para a delegacia. No local, as testemunhas e vítimas estiveram presentes para prestar depoimento.

Apesar da apreensão, o sentimento das vítimas é de revolta e impotência. Minutos após ser preso, Edson Macedo foi solto. Segundo Rosy, ele ainda tentou agredir a ela e sua esposa na porta da delegacia. Depois, ele sumiu. As proprietárias do bar ressaltam que nunca o viram e que estão com medo de ele voltar e tentar novamente matar os clientes do bar e as proprietárias.

A Central de Flagrantes de Salvador ainda não esclareceu o motivo da soltura de Edson.

Redação Lado A

SOBRE O AUTOR

Redação Lado A

A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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