Ministro da Justiça defende direito de cristãos ofenderem homossexuais

Redação Lado A 04 de Dezembro, 2020 18h56m

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O ministro da Justiça, André Mendonça, em uma série de twitters nesta quinta feira, defendeu a cantora gospel Ana Paula Valadão da acusação que vem sofrendo. Ela é investigada pelo Ministério Público Federal por atribuir aos homossexuais a epidemia de Aids durante o Congresso Diante do Trono, em 2016, na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

O ministro afirmou que o processo é uma perseguição e um atentado à liberdade de expressão. “Por isso não aceito o processo de perseguição a que está sendo submetida a cantora e evangelista Ana Paula Valadão. Espero que a Justiça garanta os direitos desta cidadã brasileira, assim como tem garantido os direitos à liberdade de expressão de quem pensa em sentido contrário”, afirmou o ministro.

As falas da evangélica foram transmitidas ao vivo no Youtube e na Rede Super de Televisão. O Ministério Público Federal de Minas Gerais (MPF-MG) acatou a denúncia e após as investigações decidirá se a cantora será acusada formalmente ou se será arquivado.

Para o ministro é possível “questionar o homossexualismo com base em suas convicções religiosas. O próprio STF assim reconheceu. Os direitos às liberdades de expressão e religiosa são inalienáveis!”. O que se questiona no processo porém não é o direito à criticar mas a atribuir um estereótipo às pessoas homossexuais ou ainda ofender sua dignidade e honra. Para o MPF-MG há indícios claros de crime tipificado na lei do racismo: “a situação, na forma em que foi narrada, caracteriza-se como ‘discurso de ódio’, restando ao estado o dever de proteger as vítimas e responsabilizar os infratores, de maneira que essa atuação é ainda mais necessária no atual cenário brasileiro, em que a homofobia se encontra tão presente e multiplicam-se casos de ódio e intolerância”, diz a denúncia.

“Isso não é normal. Deus criou o homem e a mulher e é assim que nós cremos. Qualquer outra opção sexual é uma escolha do livre arbítrio do ser humano. E qualquer escolha leva a consequências. (…) A Bíblia chama de qualquer opção contrária ao que Deus determinou, de pecado. E o pecado tem uma consequência que é a morte. Está aí a Aids para mostrar que a união sexual entre dois homens causa uma enfermidade que leva à morte e contamina as mulheres, enfim…”, disse a cantora durante o Congresso e por isso está sendo acusada de homofobia.

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