Transgrupo Marcela Prado promete entrar na OEA contra mortes de travestis e trans no Brasil

O Transgrupo Marcela Prado transformou o primeiro mês do ano no Janeiro Lilás, em busca de visibilidade às pessoas trans e travestis. Dois dias antes da data oficial da Visibilidade Trans no país, celebrada no dia 29/01, Rafaelly Wiest, presidente do transgrupo curitibano, fez um desabafo emocionado e que pegou a comunidade LGBT de jeito: A organização vai entrar com denúncias formais na Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanas, visando alcançar o Tribunal de Justiça Internacional de Haia para julgar os casos de assassinatos de transexuais e travestis no Brasil. 

Apenas em 2016, em menos de um mês, mais de 50 travestis e transexuais foram mortas em todo o país segundo dados divulgados nas redes sociais pelo movimento.

 
O Brasil é o país que mais matas pessoas trans no mundo. Em 2013, por exemplo, 40% dos assassinatos de trans do mundo todo aconteceram no Brasil. De 2008 a 2014, mais de 500 mortes foram registradas, e quantas foram julgadas e os responsáveis foram condenados? Menos da metade.  Com base nesses números, Rafaelly Wiest afirma que “é inadmissível o Estado Brasileiro se calar com essa crescente violência, além de tudo, não se atentar a extrema vulnerabilidade e negação dos direitos fundamentais resguardados pela Constituição Federal de 1988, onde todas as pessoas devem ter os mesmos direitos.”
 
Segundo Rafaelly, o Transgrupo vai fazer uso de todas as instâncias legais do mundo se for necessário, pois o julgamento desses assassinatos precisam acontecer. Ela desabafa ainda que, apesar de a legislação proibir qualquer cidadão de tirar a vida de outro, parece que no Brasil só não é permitido matar pessoas heterossexuais brancas.

Acompanhe a publicação de Rafaelly: 

“O Transgrupo Marcela Prado entrará com denuncias Formais na OEA – Organização dos Estados Americanos pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos e levará ao Tribunal Internacional de Justiça em Haia – Órgão da ONU, OS ASSASSINATOS DE PESSOAS TRANS.
 
O que mais me impressiona é as pessoas quererem “Justificar” “O porque” das mortes das pessoas TRANS, como se houvesse uma “justificativa” pra alguém tirar a VIDA de outro ser humano!!! 
 
De TODAS os Assassinatos de pessoas LGBTs no País sua infinita maioria são pessoas Trans, se pensar proporcionalmente então esse numero é Assustador.
 
É Inadmissível o Estado Brasileiro se calar com essa crescente violência, além de tudo Não se atentar a extrema vulnerabilidade e NEGAÇÃO de DIREITOS FUNDAMENTAIS resguardados pela Constituição Federal de 1988, onde TODAS as PESSOAS DEVEM TER OS MESMOS DIREITOS, no caso de Pessoas Trans, nos é cobrado a todo tempo os DEVERES porém nunca nos foi ASSEGURADO NOSSOS DIREITOS QUANTO CIDADÃS.
 
Não aguento mais TODOS os dias me deparar com mais uma Pessoa TRANS Assassinada (PRA MIM INDEPENDE SE ELA COMETEU ALGUM DELITO, SE BRIGOU COM ALGUÉM, SE ERA USUÁRIA DE DROGAS, SE ROUBOU CLIENTE, SE BRIGOU COM CAFETITA, ETC…) DESDE quando neste PAÍS ESTÁ AUTORIZADO MATAR ALGUÉM?????…. HAAA JÁ SEI QUANDO FOI “ISSO” ESSE “TIPO DE GENTE” OU “COISA” TRAVESTI NÉ… CLARO QUE PODE… PROCUROU….DEVIA… MERECEU!!!!
 
Pois tenham certeza que farei, em quanto Defensora de Direitos Humanos farei tudo que estiver em meu alcance para dar uma BASTA nesta Barbárie e fazer Todas as Instâncias de Direitos Humanos do MUNDO e ABSOLUTAMENTE TODOS os Tribunais de Justiça DO MUNDO saberem a VERDADEIRA REALIDADE QUE UMA PESSOA TRANS BRASILEIRA VIVE EM SEU PRÓPRIO PAÍS, TOTAL NEGAÇÃO DE DIREITOS, FALTA DE RESPEITO, A OMISSÃO DE TODOS OS GOVERNANTES – POIS OS MUNICÍPIOS, ESTADOS E GOVERNO FEDERAL TEM TOTAL RESPONSABILIDADE, NAS TRÊS ESFERAS DE PODER – LEGISLATIVO, JUDICIÁRIO E EXECUTIVO.
 
LITERALMENTE COLOCAR A BOCA NO MUNDO!!!
 
‪#‎CANSADAdeIMPUNIDADE‬ ‪#‎BASTAaTRANFOBIA‬”
 
 
Redação Lado A :A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa