17/11 - Furacão Cyndi Lauper passa por Curitiba

O majestoso Teatro Positivo, em Curitiba, recebeu o show da cantora norte-americana Cyndi Lauper na última segunda-feira, dia 18, pela turnê Bring Ya To The Brink. Uma legião de fãs, alguns que vêm acompanhando a turnê da cantora pelas outras cidades e, claro, muitos gays na platéia. A cantora mostrou toda a potência de sua voz que a fez uma das cantoras que mais venderam discos nas décadas de 80 e 90. Ela canta, dança, toca vários instrumentos e chega a tons impressionantes. Uma artista de verdade, que merece os títulos de estrela e artista. Ela tentou vencer o frio curitibano mas a apresentação deixou um sentimento de bem que poderia ser no fim de semana.

Depois de passar por São Paulo, o furacão Cyndi Lauper, de 55 anos, se apresentou em Curitiba para um público modesto e empolgado. A cantora se mostrou visivelmente irritada ao entrar no palco, ao estranhar a acústica do teatro, que estava com um terço da sua capacidade apenas. Entrou com um quadrado flúor que martelou de maneira non sense. Tirou seus sapatos e começou o show que teve pouco mais de uma hora de duração. Como grande artista, ela tratou de descer do palco e andar entre a multidão, dispensando os seguranças, o que fez que metade da platéia abandonasse suas cadeiras e irem para frente do palco. Ela permaneceu boa parte do tempo junto à platéia que mirava celulares e máquinas fotográficas na estrela. Isso criou uma relação de intimidade e admiração que foi aos ares quando a cantora perguntou se a platéia queria ir para casa pois não parecia que estavam em um show de rock.

O clima frio da cidade, o frio dos curitibanos, o alto preço do ingresso (de R$ 180 a R$220 a meia-entrada, doando um quilo de alimento) e a distância do teatro do Centro da cidade fizeram com que grande parte dos fãs não comparecesse. O comportamento de diva da cantora também não ajudou a divulgar o evento, já que só respondia entrevistas por e-mail e não concedeu entrevistas. Mas o espetáculo, mesmo com quase nenhuma produção foi lindo e marcante. Quando Cyndi cantou “Time after Time” e “True Colors” (última música) em capela foi emocionante. O Beto do Side Caffe levou a bandeira do arco-íris. A cantora ganhou uma bandeira do Brasil e ficou com ela o tempo todo.

A pedido do público, a exemplo do que aconteceu em São Paulo, ela cantou o hit Shine, que foi lançado de maneira independente em 2001. “How the hell you guys know this song?”, “Como diabos vocês conhecem esta música?”, perguntou a cantora. Em revelações no palco a cantora ainda disse que ama o Brasil pois aqui ela entrou no mar pela primeira vez em sua vida (Ela veio em 1989 e em 94) e ainda disse que estava feliz por desbravar o Sul. Na sua despedida, que não teve gritos de bis, ela disse: “See you next year”. Próximo ano? Creio que Curitiba não recepcionou a artista da maneira que ela merecia. Mas o show foi bafo total.

A cantora se apresente nesta quarta, dia 19/11 em Porto Alegre, no Teatro Bourbon às 21h. Ingressos de R$100 a R$350.

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Comentários

Olá, muito bom o artigo, porém faltando com algumas verdades. Eu estava lá, grudado no palco, eu quem lhe dei a boneca que ela disse ser sexy. Mas ela não entrou irritada, nem perguntou se queríamos ir para casa. Concordo que não ouve uma grande recepção, mas isso porque o teatro não permitiu, nem ela mesma... Então. É, ano que vem, se voltar, ela não vai para Curitiba, tenham certeza.... ao invés disso podia ficar por Florianópolis... (risos e esperança)Também houve pouca divulgação e o fator da distância do teatro mesmo. Bem, é isto. Até!

Olá, muito bom o artigo, porém faltando com algumas verdades. Eu estava lá, grudado no palco, eu quem lhe dei a boneca que ela disse ser sexy. Mas ela não entrou irritada, nem perguntou se queríamos ir para casa. Concordo que não ouve uma grande recepção, mas isso porque o teatro não permitiu, nem ela mesma... Então. É, ano que vem, se voltar, ela não vai para Curitiba, tenham certeza.... ao invés disso podia ficar por Florianópolis... (risos e esperança)Também houve pouca divulgação e o fator da distância do teatro mesmo. Bem, é isto. Até!

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