A banalização do glamour e o sexo Fast Food

“O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.”



Hello people!! Nem deu tempo de sentir saudades, cá estou eu para dividir com vocês mais um textinho; Antes de qualquer coisa, quero agradecer em público aos muitos e sinceros votos de sucesso que tenho recebido por mensagens e e-mail, assim como as palavras amigas e fraternas de todos que leram meus textos, muitos inclusive os quais nem conheço. Mas nossa coluna está aí pra isso mesmo, opinar, questionar, sugerir, só não vale avacalhar (rs)!

Então pessoas, o tema que me traz aqui desta vez é um tanto quanto polêmico, muito se fala, nada se faz a respeito. Pois bem, constatei um fato importante esta semana, estamos vivendo num mundo de total e absoluta banalização! Banalização do amor, do dinheiro, do sexo e do glamour. É , isso mesmo do glamour...

Num mundo cada vez mais exigente e competitivo, salve-se quem puder. A “bicha” fina é aquela que está com a roupa mais cara, da grife tal, e que já tenha viajado pelo menos uma vez pra fora (não vale Paraguai)! Gente, o que é isso? Pra que tanto carão nas festas?! Já diz a Bíblia, “dó pó viemos e ao pó voltaremos”, e não estou aqui sendo destas bibas evangélicas que acreditam que “estão curadas” e agora são ex-gays, como assim?

Bom, voltando, por que será que sempre que chegamos numa festa todos ficam nos “examinando” com seus olhares recriminatórios e vexativos (não sabe o que significa, pega um dicionário)? Bicha fina tem que estudar, falar pelo menos dois idiomas e olha que isto inclui o português que muitas inclusive esqueceram. Mas assim, como dizia, é péssimo você entrar numa balada e constatar que a festa está cheia de pessoas que só pensam em serem esnobes, onde o principal pensamento é se a loja de grife vai estar aberta no outro dia mais cedo.

Glamour é caráter, é respeito, é educação, isso é ser chique! Atravessar na faixa é chique, ceder o lugar aos mais velhos ou necessitados: muito chique, não desperdiçar água ou reciclar o lixo chiquéééérrimo! (Muito em alta nos dias atuais). Agora, podre mesmo é a banalização do sexo, este sim cruel!

Tá certo que vivemos dentro de uma fruteira, onde mulheres-frutas surgem de todos os lados, é maçã, pêra, morango, melancia, têm pra todos os gostos..agora banalizar o sexo?!? Com as bibas é a mesma coisa, como se no mundo gay (estou generalizando, antes que me crucifiquem) não existisse as preliminares... no mundo “hétero” as pessoas seguem (algumas) regras como, sair pra dançar, se conhecer, jantar, cinema, depois motel (não nesta ordem obrigatoriamente), mas no mundo gay não, o cara conhece (quando muito) e vai direto pro motel (outros nem chegam a tempo). Já ouvi vários casos assim e é sempre o mesmo perfil, só mudam os locais e pessoas.

Por que será que no mundo gay há essa “banalização” do sexo? Até quem ler este texto me ajude a entender melhor... escrevam, opinem, porque nunca entendi porque é assim. Claro que toda regra tem sua exceção, e não vou dizer aqui que todos os gays são assim, mas que é muito mais intenso o sexo entre pessoas do mesmo sexo, isto é. Eu aprendi que existem “etapas” a serem vencidas e isto num relacionamento é muito importante, até hoje vivo passando por etapas, isto transforma o relacionamento, deixa muito mais interessante, com vontade de descobri, ir além. Mas respeito a todos e de uma maneira geral sempre achei interessante essa coisa da descoberta.

Achei pertinente lançar uma frase do genioso Gabriel García Márquez que diz: “O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.”
 
Quem sabe é preciso amar mais? Hein?! Pensem, reflitam...
Vou lá assistir a mais nova musa do glamour...a mulher-caviar, quer coisa mais chique do que isso?! Acho que só esqueceram de dizer isso a ela! Com essa vou saindo de fininho, ou como dizem à francesa que é chiquééérrimo!!! Beijossssss




Comentários

Mais que a banalização do sexo e falta de valores humanos, o que mais me entristece é a falta de romanticismo nas pessoas. A relação sexual é inerente da condição humana, afinal antes de sermos classificados como tal, somos animais e naturalmente o sexo chega a ser uma necessidade fisiológica. Somos cada vez mais animais que pessoas. O que nos diferenciava dos irracionais era o sentimento e a "inteligência". Vivemos em um presente frio, onde você é o que veste e sua essência como ser humano é irrelevante. Parabéns Vagner pela coluna! Um abraço forte!

Talvez o nosso “Datena-Vieira-Minc” prefira uma reprodução assexuada. É a “amebilização” das relações humanas. “Vinde irmãos, unicelularizai-vos”. Como se a busca por prazer fosse algo maligno, demoníaco e abjeto. Ele é como o Bento Santiago de Dom Casmurro, que ao longo do texto apresenta três personalidades diferentes. Começa como Bentinho, se desculpando, de maneira inocente, servil, assim como o personagem, dominado por conceitos religiosos. Transforma-se na sequência em Casmurro, autoritário, impositivo, dominador, nosso Datena catequisador. Passa finalmente a Santiago, cuja personalidade shaekpereana, concebe as maiores crueldades por simples inveja, ciúmes. E nós, assim como capitus neoliberais permanecemos na dúvida. Seremos culpados de traição ou será apenas invenção? Assim como Machado, deixo essa resposta para o leitor.

Há banalização do sexo no mundo guei porque os homens distinguem sexualidade de afetividade; os homens praticam sexo sem afeto, ao passo que as mulheres associam um ao outro, ou seja, no mundo hetero, há um componente de relação humana. São diferenças das psicologias do homem e da mulher que determinam esta diferença de comportamento e facilitam muito a promiscuidade e a banalização da sexualidade. Precisamos, no mundo guei, de mais humanidade na sexualidade.

De fato o autor deste texto explanou muito bem a visão do homem gay em geral. É bem isso mesmo, a maioria só quer saber de bancar os bons nas baladas quando muitas vezes não tem nada. É um festival de caras e bocas, quanto ao sexo está cada vez pior mesmo, estamos vivendo pior que animais. Parabéns Vagner Rossoni pelo texto, mais uma vez uma excelente matéria abordada.

Parabéns pela abordagem do tema. Realmente tem muitas que fazem a egipicia, mas nunca ouviram falar em Cleopatra! Temos que definir melhor nossos padrões, um certo namoro antes do ... Ajuda a fazer a durabilidade e o romantismo da relação.

Parabéns pelo artigo, sem dúvida é mais fácil fazer um rodizio de pessoas todos os dias do que investir num relacionamento, enfrentar e supererar dia a dia e as diferenças, as etapas e os ritmos distintos de cada um. Ainda bem que ainda existem pessoas que acreditam no relacionamento a dois.

Bom, eu já dei importância pra marcas. Até os 18 anos, 19 no máximo. Depois eu evoluí... Hoje eu dou importância para a qualidade e outros valores que qualquer produto deve ter, na minha opinião. Desde uma torradeira até uma calça jeans. Tem uma frase que eu não lembro agora de quem é, assim: "sou pobre, não posso me dar ao luxo de comprar nada vagabundo" (porque vai ter comprar mais de uma vez ou gastar com manutenção) E eu também! E se eu comprar um produto de qualidade e ele for de uma marca famosa e badalada, pode crer que foi pura coincidência! Agora, tem aqueles que gostam de "se sentir". Eu acho justo. Faz até bem pra auto estima. De repente você bota uma cuequinha Armani e se sente um pouco David Beckham. É verdade! (estudei marketing...rs) Mas de que adianta ninguém ver? Ninguém ficar sabendo? É como se fosse namorar com o Gael Garcia Bernal e não poder contar pra ninguém! Bom, até aí então eu não vejo problema nenhum. Até aí é um problema seu com você mesmo, então ótimo! O problema começa quando as pessoas começam a julgar outras pela aparência. Alías, o problema começa quando as pessoas começam a julgar, e ponto! A gente julga as pessoas o tempo todo, inconscientemente. Observem... quando chega alguém novo no emprego, antes de ser apresentado ou mesmo antes dessa pessoa chegar no primeiro dia de trabalho, já imaginamos milhões de coisas e quando ela aparece, começa os julgamentos: "é gordo, deve ser preguiçoso" "É lindo! deve ser gay...tem que ser gay!!! Bom, num parece nem um pouco, mas uma hora ele dá uma escorregada" "olha a saia curta dela! e o decote!!! é puta!". Então, temos que ter muito cuidado com nossos julgamentos, antes que eles virem veneno e nós mesmos fiquemos intoxicados. Sendo curto e grosso: é riduculo ficar reparando na roupa dos outros, vai! Coisa de bichinha pobre e burra que não tem outra diversão na vida, nem assunto. Finalmente, de acordo com a definição de glamour do Vagner, descobri que eu sou muuuuuuito fino! Muuuuito chique!

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