Programa do SBT discute homossexualidade e rua dedicada aos gays em São Paulo com militantes e preconceituosos

Enquanto grupos ativistas pedem uma rua dedicada aos gays, o preconceito é discutido na TV. E não é de hoje que o SBT é a emissora de televisão que mais abre espaço para debater abertamente sobre a homossexualidade e a opinião do público em relação a isso. Em outros anos, diversos programas já debateram o tema e alguns até mais de uma vez. Essa semana o Casos de Família, com Cristina Rocha, debateu sobre o preconceito existente no país com a pergunta: “ainda há muito preconceito?”.

Na edição do programa desta segunda-feira, 2 de agosto, a apresentadora recebeu no palco dois casais gays, um deles formados por pastores evangélicos, uma militante LGBT, um pastor contra a homossexualidade, um nordestino, um caminhoneiro e uma dona de casa. A discussão, habitualmente, começou pouco calorosa, mas o clima esquentou com o passar do tempo. Ao encerrar, o participante nordestino disse que se tivesse Parada Gay no Nordeste o pessoal ia matar a todos, pois lá, segundo o entrevistado, não tem disso.

Inicialmente, o senhor do nordeste tomou a palavra e afirmou que jamais aceitaria um filho gay e que se isso acontecesse o expulsaria de casa. Contou o fato de um dia ter ido a uma cidade próxima da sua e foi “paquerado” por outro homem. Garantiu o senhor que só não sacou sua arma pelo fato de o outro homem também estar armado e por haver muita gente no local.

Em seguida, os pastores gays e o pastor homofóbico entraram em conflito. Aos gritos, cada um defendia seu ponto de vista e tudo ao mesmo tempo. Cristina tentava pôr ordem no palco quando o pastor homofóbico levantou-se e saiu do programa no ar. A apresentadora só pôde agradecer a presença do pastor e em seguida repreendê-lo frente ao público brasileiro por sua postura “lamentável”.

A militante defendeu que a Rua Frei Caneca deveria ter mais atenção voltada aos gays, enquanto o programa rodava diversas entrevistas feitas na rua em questão onde as pessoas, entre elas alguns homossexuais, se dividiam a respeito do assunto. Um dos entrevistados homoafetivo disse não achar correto a criação de uma rua para os gays, pois é uma atitude contrária de quem quer ser inserido em uma sociedade. Pois, criar um “reduto gay” os deixaria ainda mais marginalizados, segundo ele.

Os demais participantes que não eram a favor da homossexualidade apenas disseram que mantinham sua posição ressalvando que todos têm o direito de ser o que quiserem e apesar de não apoiar essa orientação acreditam que todos devam ser respeitados pelo que são. E agora eu é que pergunto: quem disse que o Brasil está livre de preconceito?

Confira no link abaixo as entrevistas feita nas ruas para o programa:
http://www.sbt.com.br/casosdefamilia/videos/?id=f8047d77bbbe498014d5932957a6d4cb




Comentários

O preconceito tem raízes religiosas; assim, o preconceituoso quer porque quer que nós nos comportemos de acordo com as regras de sua religião, impondo-nos um modo de viver e pensar que é totalmente contrário à pluralidade de pensamento. Se não acredito no deus dele ou mesmo em um, porquê tenho que me comportar como ele?

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