Comportamento: Você abusaria de alguém em situação de vulnerabilidade?

Perguntamos se nossos leitores já haviam passado por situação semelhante a uma exibida no programa Big Brother Brasil 11 e se já “abusaram” da outra pessoa. A polêmica, em Janeiro, aconteceu quando o participante Daniel foi eliminado do programa por “encoxar” Monique, enquanto ela estava apagada após uma festa regada a energético e destilados. O debate se deu em razão de muitos acreditarem que houve sexo entre os participantes, alguns defendendo que tudo foi consensual, outros chegando a afirmar que houve estupro. Até a polícia se meteu e o caso virou uma investigação legal.

Em nosso site, mais da metade dos nossos leitores que responderam a pesquisa já ultrapassou o limite e se aproveitaram de situações onde a outra pessoa estava bêbado ou dormindo. Uma passada de mão já era motivo para entrar na nossa lista de “abusos”. Isso por que queríamos saber uma outra questão: o respeito. Apenas 36% dos leitores informaram que nunca se aproveitaram de situações como estas para “tirar uma casquinha”. Já 8% reportaram que não se lembram se situação análoga para usar para decidir se já abusaram ou não de alguém.

O alto consumo do álcool é apontado como um dos fatores que mais propiciam o abuso. Em matéria publicada pela BBC, uma pesquisa da Universidade Wake Florest, da Carolina do Norte, nos EUA, feita com 4 mil estudantes, chegou a conclusão que quem bebe a mistura de energético mais álcool tem maior possibilidade de se machucar, precisar de ajuda médica ou ter problemas na cama. Sexualmente falando, quem bebeu a mistura de destilado com energético teve o dobro de chance se ser abusado ou cometer abuso!

Para a Dra. Mary Claire O´Brien, a maior preocupação foi que os jovens ingeriram 36% mais álcool do que os que não beberam as misturas e que os jovens não admitiram que estavam bêbados pois achavam que haviam bebido pouco ou não se sentiam assim. O resultado são erros de julgamento que resultam em motoristas alcoolizados, abusos sexuais, abuso de drogas e falta de uso do preservativo. “Eles não podem dizer se estão bêbados, eles não podem dizer se os outros estão bêbados. Então eles se machucam, e machucam os outros”, afirma a pesquisadora que apóia como redução de danos que os jovens sejam informados dos riscos da mistura.

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