O que dizer sobre gays que defendem Jair Bolsonaro para a Presidência?

Smith Hays, 27, ou Júnior, é um homossexual assumido de Minas Gerais que dissemina ideias polêmicas nas suas redes sociais e em seu canal do Youtube. Na “bio” da sua página no Facebook, diz ser um gay de direita e estar preocupado com o caminho tomado pela sociedade. “Precisamos viver cheios de amor, de fraternidade e de solidariedade. Acima de tudo, nossas vidas são todas importantes e todos merecem ser amados pelo próximo independente de qualquer coisa”, defende. Mas por que, então, o jovem defende o político Jair Bolsonaro que prega a violência contra homossexuais de forma corretiva?
 
Em um vídeo de cerca de 12 minutos, chamado Gays de Direita - Jair Messias Bolsonaro, que é difícil conseguir chegar ao final sem querer atacar o aparelho eletrônico em alguma parede, o jovem explica seus motivos para votar em Jair Bolsonaro para presidente. Segundo ele, o deputado é ético, moral, honesto e defende grandes soluções pra sociedade, como a militarização das escolas, planejamento familiar e redução da maioridade penal. Vale pontuar aqui que Bolsonaro já apresentou cerca de 8 projetos de lei, e nenhum foi aprovado, até o momento. 
 
“Jair Bolsonaro está mudando. Alguém está informando ele sobre a grande diferença entre o gay e o ativista. Porque o ativista é invasivo, ele é agressivo”, defende o jovem. Ele afirma que suas ideias batem em 95% com as ideias de Bolsonaro, discorda apenas na questão de adoção de crianças por casais homossexuais. Ele só não entende que os discursos de Bolsonaro dão respaldo para que homofóbicos promovam agressões físicas que, dependendo do caso, são a diferença entre viver e morrer. Assista o vídeo:
 
Ele conta com mais de 30 mil curtidas no Facebook. Em entrevista ao portal Gospel Prime, ele afirmou que o Movimento LGBTQ é uma massa de manobra: “O movimento LGBT é uma massa de manobra. Não sei se por inocência ou por preguiça de se informar, muitos gays estão nesta imaginando que lutam por um mundo melhor. E assim deveria ser mesmo! Porém, os seus integrantes não percebem que, na verdade, estão sendo usados. O movimento LGBT usa o ideal nobre de igualdade apenas para conseguir instaurar um Estado totalitário através de projetos que, aparentemente, trazem mais igualdade aos gays, mas que apenas desestabilizam a sociedade e acirram a luta de classes”.
 
Ele chega a dizer que falta preguiça de se informar, mas será que ele estudou sobre a história do Movimento? Ele prova que não. O mesmo político que ele defende é aquele que nega que houve repressão e ditadura no país, e que quer nos colocar de volta no armário, que diz  homossexuais são produto do meio que vivem, que querem converter as crianças e que faltou apanhar dos pais quando pequenos. Junior foi este ano ao programa Super Pop acompanhando Bolsonaro e posou de amigo do deputado.

 
 



 
 

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