Comunidade defente casal gay que sofreu homofobia em protesto no Água Verde

Um casal homossexual foi alvo de panfletos homofóbicos no Água Verde, bairro de classe média alta, próximo ao Centro de Curitiba, na semana passada. O jornalista João Pedro Schonarth e o funcionário público Bruno Banzato estão construindo uma casa em uma rua do bairro pra onde pretendem se mudar e foram surpreendidos ao saberem que um panfleto homofóbico falando mal do casal, e com o endereço deles, foi distribuído pela rua. Indignados, familiares e amigos do casal organizaram um protesto na Praça Elias Abdo Bittar no último sábado, dia 15.
 
O folheto dizia: "Se fazem isso em público, imaginem o que fazem quando estão a sós ou com amigos mais próximos ou com as pessoas próximas a você", ao trazer imagens de casais aleatórios se beijando. No final do texto, há ainda “endereço da baixaria”, com o endereço exato da casa em construção do casal.
 
O jornalista e o servidor público registraram um Boletim de Ocorrência e a polícia investiga os responsáveis. No sábado, alguns amigos, familiares e apoiadores da causa se reuniram para protestar contra a intolerância e o preconceito. O casal conta que esse encontro serviu para tirar a primeira impressão ruim que tiveram do local por conta dos panfletos. Eles denunciaram ainda que a obra da casa deles também foi alvo de boicote, quando foi inundada por uma mangueira e eles precisaram adiar a mudança.
 
“É muito positivo pensar que ao mesmo tempo que alguém pode fazer uma agressão tão gratuita para a gente, [é possível] juntar pessoas gratuitamente que vieram até aqui na praça para demonstrar apoio e solidariedade para uma causa que é acabar com o preconceito, de todas as formas. A homofobia foi a que a apareceu para a gente, mas na nossa sociedade o preconceito tem várias formas e várias caras”, pontuou João. 
 
Cerca de 100 pessoas participaram do protesto, que contou com cartazes, bexigas e palavras emocionadas do casal e ainda apresença de políticos, amigos, militantes e apoiardores. João Pedro e Bruno querem descobrir os responsáveis pela agressão homofóbica e o processo policial foi encaminhado, com auxílio do Grupo Dignidade e da OAB Diversidade, para a Delegacia de Vulneráveis, especializada em crimes de ódio, de Curitiba. 

O pessoal da produtora Trópico registrou o protesto em vídeo, assista:


 



 

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