Hotel da Tailândia faz alerta e exige autorização de hóspedes para entrada de ladyboys

Os hóspedes do Omni Complex Hotel, em Bangkok, capital da Tailândia, cidade famosa pela prostituição e por ter uma das maiores comunidades trans do mundo, estão recebendo um formulário da recepção, caso tentem levar para seus quartos, um profissional do sexo que seja percebido como “ladyboy”, termo usado no país para descrever mulheres transgêneros, ou até mesmo, homossexuais afeminados.
 
Criticado como preconceituoso e acusatório, o formulário contém a seguinte descrição: “Este é para informá-los que a pessoa que você está tentando levar para o seu quarto, não é uma mulher, é um LADYBOY”. Depois, segue com questôes para serem preenchidas: “Agora que informamos que ela é um LADYBOY, você ainda quer levá-la para o seu quarto?”; “Você negociou o preço antes dele ir para o seu quarto? Quanto? Há muitos casos de briga por causa do preço ”; e termina: “Por favor tenha cuidado com seus objetos de valor, porque há casos que esses foram perdidos depois que esses ‘profissionais de entretenimento’ entraram no quarto”.
 
Após ficar sabendo do formulário, o diretor executivo da comunidade LGBT singapurense Oogachaga, Leow Yangfa, escreveu no seu blog Dear Straight People: “Apesar da Tailândia ter a reputação de ser um páis supostamente LGBT-friendly, a realidade é que pessoas trans sofrem com discriminação e certos esteréotipos frequentemente. Ele continua: “A realidade é que ocorrem roubos em hotéis, mas é responsabilidade da gerência, cuidar do problema com discrição, ao invés de culpar e julgar os clientes e visitantes. Se foi feito um combinado consensual e privado entre dois adultos, porque o hotel tem que fazer papel de ‘polícia de moralidade’? Se eles estão tão preocupados com a moral, uma placa ou cartaz já não seria suficiente para informar as regras para os hóspedes?” diz o ativista.
 
Por outro lado, moradores locais da cidade, defenderam a atitude do hotel dizendo que “roubos praticados por ladyboys são mais frequentes do que por outras pessoas” e que “o formulário evita surpresas quanto ao sexo da pessoa e o valor do programa”. Também dizem que não veem nada de errado na administração do hotel em tentar proteger os clientes, e a eles mesmos, já que muitas vezes, os clientes voltam toda a culpa dos problemas para a gerência do estabelecimento.

 

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