Brasileira lança o Xapa-Xana, lubrificante sexual à base de maconha

“Peguei dois tabus e coloquei em um potinho”, disse a criadora Débora Mello em relação à sua invenção inusitada. A artista que morou em Curitiba criou um lubrifricante à base de maconha para aumentar os estímulos sexuais e o prazer feminino. O produto fez parte ExpoCannabis, evento que aconteceu em dezembro no Uruguai e reúne diversas criações à base de maconha. 
 
A ideia surgiu de um projeto artístico que envolveu pesquisa sobre o prazer feminino na sociedade. O que sempre foi tratado como um tabu e pouco discutido, foi muito analisado pela pesquisa de Débora. Em um pequeno recipiente, o produto cremoso feito com canabidiol, uma das substâncias da maconha, promete aumentar os orgasmos femininos e a sensibilidade da região vaginal. O trabalho foi destaque em vídeo da revista Vice, que levou o produto para leitores de todo o mundo. "É um projeto que vai ajudar muitas mulheres que sofreram algum trauma tb, por conta de abuso ou menopausa e perderam a libido", falou a artista para a Lado A.

"O que eu fiz não é nenhuma novidade, mas o que diferenciou o produto foi o projeto de arte que fala sobre empoderamento sexual feminino". Débora explicou que o produto final faz parte de um projeto artístico com diversas produções sobre o prazer feminino. Os papéis com desenhos, uma arte chamada Fanzine, ou Zine, fazem parte da pesquisa que originou o Xapa-Xana. No material da artista estão orientações sobre o uso do produto e as experiências que ele pode proporcionar. 

O uso da cannabis é regulamentado no Uruguai desde 2013 e o produto usa folhas de plantações orgânicas da planta.

O Xapa-Xana pode ser encomendado através da página do produto no Facebook e custa US$20, em torno de 60 reais, e deve ser pedido inbox. Segundo informações do produto, o lubrificante deve ser aplicado uma hora antes da relação sexual e, absorvido pela mucosa vaginal, deixa o local sensivel ao toque. A fabricante informou que o produto não tem influência na alteração da consciência, ou seja, não deixa a usuária “chapada”.  
 

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