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Quando o instinto de sobrevivência nos faz anular o instinto de felicidade

Não há dúvidas que descendemos dos macacos. Alguns comportamentos humanos são tão impregnados por nossos ancestrais que não deixam dúvidas de que temos muito mais da selva em nós do que imaginamos. Em uma simples experiência, em um elevador, três pessoas entram e se colocam viradas voltadas para o lado contrário da pessoa que ali estava. Em questão de segundos, a cobaia humana também vira: quer fazer parte do grupo. O que chamamos algumas vezes de sociabilidade tem outro nome: instinto de sobrevivência.



Passabilidade

A maioria das pessoas “passam” pelo o que elas são naturalmente constituídas. O sexo biológico chancela qualquer permissão quando está reconhecido o gênero conformado. E assim tem-se acesso a todos os espaços físicos. Mulheres usam saias, homens usam barba. E assim vão passando, passando pelas portas; abrindo caminhos, mesmo que já conhecidos. Mas como fica quem não segue à risca estes desenhos impostos? Como se desenrolam estes processos cognitivos de reconhecimento de quem tem e não tem acesso natural a estes espaços ou grupos?



Uma leitura de nudez

Vou tirar a roupa já já! Espera um pouco. Em breve vou mostrar todo meu corpo. Mas primeiramente tem um texto de abertura. Mas espera aí, para que serve este texto introdutório? Preciso apenas de um pedaço do torso nu, aí eu peço para lerem mais. “Clique aqui para ler mais”. Pronto. Tá resolvido. Eu não preciso mais falar nada. NSFW. Mas o que diabo é isso?



Enterrando e desenterrando cadáveres de ex namorados

Aos 19 anos eu tive um grande amor que durou pouco mais de um ano. Foi intenso, imaturo e marcante, ao menos para mim. Éramos crianças. Terminou por telefone, depois de uma série de sucessivas brigas: “eu não aguento mais”, disse ele chorando. Eu era imaturo, reagi da pior maneira possível. Havíamos combinado durante o namoro que se algum dia terminássemos, teríamos que fazer algo para que não houvesse possibilidade de volta, já que ele ficou no vai e vem com o ex anterior alguns meses.



Minha avó não sabia...

Vivemos das decisões feitas a cada momento. E, das decisões tomadas sem ponderar, me arrependo de uma em especial:
 
Quando minha avó materna ainda era viva e morava próximo a casa da minha mãe. Um de nós sempre levava comida e pão para ela. No último dia em que a vi viva, fui eu quem lhe levou pão. Meu objetivo era entregar as coisas da calçada mesmo, voltar para casa e continuar com minha maratona de seriados, largado no chão do quarto.



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