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Os eternos solitários do paraíso artificial - Agora que o verão passou, todos querem namorar

Apesar de ser a estação do sex appeal já estávamos fartos de suar feito porcos e ter que ir à praia pegar câncer de pele pra provar ao mundo que curtimos a vida. Graças ao bom Pai, as chuvas deram sinal de vida, as temperaturas ficaram amenas e o nível do Cantareira subiu - inversamente proporcional ao nível das boates, que, diga-se de passagem, estão lá no chão. Onde foram parar os partidões, os lindos, “ricos e famosos”, que coloriam as baladas?



O ativismo como uma das expressões de cura da homolesbobitransfobia internalizada

Apesar do ativismo como expressão do comportamento individual e coletivo estar em crescimento na sociedade contemporânea, devido a um maior entendimento e aceitação da sociedade da sua importância, ele ainda é muito mal compreendido pela parte mais conservadora de nossa sociedade. Muitas pessoas ainda relacionam e reduzem o ativismo a uma luta político-partidária.



5 dicas para ter um relacionamento aberto sem colocar o casamento em risco

Em alguns lugares, talvez eu fosse preso só pela audácia de tocar num assunto desses. Felizmente a liberdade de expressão ainda é uma das poucas vantagens que nos restaram na terra do futebol, que também nem é mais do futebol. Como as coisas mudam, não é mesmo? O que dirá o nosso ponto de vista. É melhor não dizer “Dessa água não beberei”, porque quando a gente se dá conta está tomando litros e se afogando nas palavras que disse.



Mãe, Pai, Funções Materna e Paterna e a Origem da HomoTransFobia Internalizada

Apesar de todos os avanços científicos da Psicologia ocidental na compreensão da sexualidade humana, ainda persistem muitas dúvidas e confusões em relação a conceitos essenciais relativos à psique humana que, se fossem devidamente esclarecidos, auxiliariam no entendimento do comportamento sexual não heterossexual, ainda tão pouco aceito por nossa sociedade. Uma das principais confusões reside na diferença entre mãe e pai e função materna e paterna.




O monólogo do Cu

Cansei de tomar. Cansei. Para todos e para tudo, mandam tomar em mim. Cansei também das pessoas errarem o meu nome. Me chamo CU, sem acento. As monossílabas tônicas são acentuadas, as terminadas em A, O e E apenas. E nos encontros vocálicos, I e U são meras semi-vogais. Assim como apenas o pênis e a vagina são tidos como genitálias e eu não. Injusto, mas a vida é assim. Restou para mim, o Cu, apenas ser o final do seu sistema  digestivo. Existe uma frase boa para lembrar o meu nome. “Cu não tem acento, o assento que sempre tem cu”.




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