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Ciúme pode virar doença e até tragédia. Fique atento aos sinais.

Redação Lado A 28 de Julho, 2011 16h35m

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Não é raro encontrar nas colunas policiais crimes passionais entre gays ou mesmo casais heterossexuais. A relação conturbada pelo ciúme termina e uma das partes quer acabar com a vida do outro, como se este devesse sua vida, como se não fosse permitido a ele finalizar o relacionamento. Nestas ocasiões, chega-se a falar que a pessoa matou por amor. Não, matou por ciúme mesmo. E o ciúme é uma doença, e pode levar a situações como esta. Por isso, entenda como o ciúme patológico começa, como vira uma paranóia, como você pode ajudar pessoas ou mesmo identificar pacientes com essas características e fugir de encrencas certas.


O ciúme é normal mas quando passa a ser exagerado, é como um sinal de alerta.  Para a psicanalista Tatiana Ades, o ciúme é exagerado quando “se torna o centro de sua vida, a necessidade de controlar o outro é imensa e o sofrimento também, são 24 horas com a mente paranóica imaginando traições e vinganças”.


As causas do ciúme doentio são variadas. Baixa auto estima, depressão, medo de perder a pessoa amada, problemas de fundo emocional familiar, desconfianças que vão crescendo sem fundamento e levam a um estado de paranóia.


É preciso ficar atento para alguns alertas como ter pesadelo com o parceiro traindo, ódio sem motivo por ciúme infundado, depressão, não querer sair de casa ou freqüentar meios onde existam outras pessoas, investigar o que o outro faz, vasculhar computador, roupas, provocar escândalos em locais públicos… tudo isso são sinais de que está na hora de procurar ajuda, e urgente.


O tratamento é difícil. Por meio de terapia e diferentes técnicas, é preciso mostrar ao paciente que é possível ser feliz sozinho, que a outra pessoa deve compartilhar a companhia por vontade própria e entender que se é uma pessoa amável. “É preciso fazer com que ele perceba que pode se bastar sozinho, que aquelas sensações são fruto de sua imaginação e trazê-lo de volta à realidade”, revela Tatiana. Ou seja, é preciso entender e aceitar que se está doente.


Para quem convive com pessoas que possuem características de pessoas extremamente ciumentas e possessivas, a profissional dá seguintes dicas: “não estimular, não fofocar, não aumentar na pessoa a sensação de abandono e de que o outro possa estar traindo de fato”.


 

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SOBRE O AUTOR

Redação Lado A

A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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