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Depois de retirar homenagem a Jobs, Rússia pode banir a Apple do país

Redação Lado A 10 de Novembro, 2014 19h35m

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Parece que a retirada de um memorial a Steve Jobs na semana passada em São Petersburgo, depois que o atual CEO da Apple Tim Cook saiu do armário é apenas o começo da perseguição da Rússia aos produtos da empresa. Ano que vem, entra em vigor uma lei do país obriga as empresas a operarem apenas com dados armazenados localmente, o que impediria os iClouds da Apple de operacionalizar seus sistemas em produtos como iPhones, iBooks e iPads.

A lei se aplica de compras a redes sociais, e tem como objetivo aumentar a segurança on line dos usuários no país, além de nacionalizar serviços. A saída do armário do executivo da Apple chamou atenção na semana passada, virando assunto nacional, acusando a empresa de fazer propaganda gay. Com produtos locais esperando para ganharem terreno, a Apple ainda não se manifestou sobre o que fará em 2015 no país.

Na semana passada, um iPhone gigante, um memorial em homenagem a Steve Jobs, fundador da Apple, foi removido e o consórcio empresarial ZEFS (Western European Financial Union), que bancou a homenagem, alegou que a retirada do memorial foi por conta das declarações de Cook que disse ser gay com orgulho. A ZEFS chegou a evocar a lei de propaganda gay para justificar seu ato. “Na Rússia, a propaganda gay e outras perversões sexuais entre menores de idade são proibidas por lei”, alegando que o local era acessado por jovens. O “monumento foi retirado em respeito à lei federal russa que protege as crianças de informação que promova a negação dos valores tradicionais da família”. 

 

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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