Vendedora assediada por ser lésbica e obesa receberá indenização em Curitiba

Redação Lado A 25 de Julho, 2018 16h53m

Em conjunto com a juíza Patricia de Matos Lemos, da 10ª Vara do Trabalho de Curitiba, a 2ª Turma de desembargadores do TRT do Paraná condenaram uma empresa a indenizar sua ex-funcionária. Segundo o processo movido pela então vendedora da Telefônica Brasil, conhecida como Vivo, os superiores da funcionária faziam bullying referentes à sua orientação sexual e biotipo.

A vendedora entrou na empresa no mês de dezembro de 2012, na qual permaneceu até 2013. Durante seu expediente, atuava em uma loja da Vivo vendendo planos telefônicos e celulares. A funcionária relatou em processo que sofreu constantes assédios por dois superiores que se referiam a ela com nomes pejorativos.

Chamada de “sapatão” e “baleia”, a vendedora ainda tinha seu trabalho e redimentos questionados pelos dois supervisores. Segundo relatou para a Justiça, os gerentes diziam que a funcionária não atingia as metas de venda porque ficava flertando com as mulheres que entravam na loja.

Do ponto de vista da Justiça, a funcionária sofreu intenso assédio moral, o que pode causar graves consequências. No caso da vendedora, aspectos essenciais ao ser humano foram violados. Para a Justiça, os supervisores feriram a dignidade e ameaçaram a saúde psíquica da funcionária. A mulher ainda conseguiu algumas testemunhas que confirmaram perante os magistrados todas as acusações.

Indenização

De acordo com entendimento prévio da ação pela juíza Patricia de Matos Lemos, a funcionária terá direito a receber uma indenização. A Justiça então decidiu que a empresa Vivo deverá pagar o valor de R$ 10 mil reais à funcionária agredida. Esses valores são referentes aos danos morais pelas ofensas e restrições ao uso do banheiro. A indenização também se refere ao fato de que a vendedora foi acusada injustamente de furto. A empresa ainda pode recorrer da decisão.

 

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