Era uma vez um serial killer de relacionamentos

Redação Lado A 08 de Março, 2019 01h05m

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Tem gente que tem medo de namorar ou dizer eu te amo. Seja por traumas passados próprios ou de amigos, tem gente que não confia mais nos outros. Pelo menos não para estabelecer o vínculo de namoro ou casamento. São pessoas que passaram por situações que na maioria das vezes envolvem traição, rejeição e amores não correspondidos. Faz parte da vida sofrer, mas não justifica o que eles fazem.

Mas há um tipo muito curioso nesse zoológico humano comportamental. Há aqueles que beiram a psicopatia e se envolvem em relações apenas para acabar com elas. São pessoas que traem, somem ou simplesmente param de responder o namorado ou a namorada. Alguns voltam, outros não, mas o principal é a faceta que eles demonstram com essas crises. Que a relação, até então boa, ficou para segundo plano naquele período.

Haja paciência do outro.

Eu já vi gente pedir em namoro, fazer o outro chorar, para minutos depois ter a primeira discussão de relacionamento fatal e fazer o coitado chorar outra vez, agora pelo final da relação. Se foi tristeza ou raiva eu não sei, mas provavelmente era um choro de raiva. Assim, sem motivo, se justificando que “cometeu um erro”, o cara acabou com que mal começou. E como tem gente que troca aliança e trai na primeira semana de namoro, ou vive dando desculpas para o não comparecimento. Tem os famosos casos do pai de família que foi comprar cigarro e nunca mais voltou. Namoro ou casamento é compromisso e comprometimento, sem isso, a relação já nasce com os dias contados.

E não adianta pressionar ou questionar, os serial killers de relacionamentos têm discurso pronto, ou melhor, dizem sempre que não estar prontos. Botam a culpa nos exs, nos pais, na juventude, nos estudos, na economia, e jamais assumem que eles sentem prazer com isso: em machucar os outros. Sim, eles premeditam e fazem. Acabam com uma relação, com a auto estima alheia, com a esperança no amor. Por vezes de forma rápida, por outras ao longo de semanas, meses e anos. Enquanto um rema para um lado, o outro faz força contra. Não entendem que as fases ruins devem ser superadas.

Interprete os sinais

Faz parte da vida ter relações que não dão certo, mas saiba interpretar quando não vão dar certo por mais que você seja taurino e tente muito. Se foi rápido demais, desconfie. Se demorou demais para o próximo passo, algo deve estar errado. Se a pessoa mente muito, não tem muitos amigos, não tem uma rotina, ou não te apresenta o círculo social dela, acredite: ela é uma colecionadora de emoções. Talvez ela sinta prazer em variar círculos de amizade e não enfrentar a realidade, a de que ela acredita que não amará de volta, a de que ela não quer largar o passado. Pessoas equilibradas resolvem seus problemas. As pessoas complicadas não sabem fazer isso.

Enfim…

Você pode estar sendo apenas um brinquedinho para que a pessoa continue com seu intuito de começar e não persistir em seus relacionamentos. Terapia ajuda, amigos podem ajudar também. Mas essas pessoas precisam desenvolver algo que talvez não tenham nunca: empatia. Devem saber se colocar no lugar do outro e ao invés de querer recriar a dura realidade da vida que passaram, ou fantasiar momentos mágicos que não existem, devem se permitir a ter esperança novamente. A primeira semana de uma relação quase sempre é a mais gostosa de viver. Eles se viciam nela e terminam antes dos problemas começarem. Mais uma vez, será um trabalho árduo que exige dedicação, paciência e persistência, mas sempre valerá a pena.

Viver é apostar nas possibilidades e ter medo de arriscar não é viver plenamente, por isso sempre haja com cautela e segurança, sabendo e assumindo os riscos envolvidos. O coração vai se curar um dia.

 

 

 

Redação Lado A

SOBRE O AUTOR

Redação Lado A

A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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