Orações para Ryan: Mãe conta história real de filho gay morto em “Só por ele respirar”

“Just Because He Breathes” é o emocionante blog criado por Linda Diane Robertson, mãe de Ryan Robertson, morto aos 18 anos de idade, em Seattle, Estados Unidos, em 2009. Em Janeiro deste ano ela postou no Facebook a história de sua vida, de uma mãe em dor. Assim como no filme “Orações para Bobby”, ela, uma fervorosa mãe cristã, não viu o destino trágico que se escrevia a sua frente quando rejeitava seu filho por ser homossexual. O texto narra, infelizmente, uma história que se repete mas que serve de alerta. Em 2013, os pais de Ryan contaram a história de seu filho na Conferência Mundial do Grupo Exodus, que por mais de 30 anos realizou a “cura gay” nos EUA e encerrou suas atividades em razão de casos como o de Ryan naquele evento.



Só por ele respirar (“Just Because He Breathes”)


Na noite de 20 de novembro de 2001, uma conversa realizada no MSN mudou nossas vidas para sempre. Nosso filho de 12 anos me mandou mensagens em meu escritório, a partir do computador em seu quarto.
 
Ryan diz: Eu posso te dizer uma coisa?
Linda diz: Sim, eu estou ouvindo
Ryan diz: Bem, eu não sei como dizer isso, mas realmente, bem.... , eu não posso continuar mentindo para você sobre mim. Eu tenho escondido isso por muito tempo e eu tenho que dizer tipo agora.  Então agora você provavelmente tem uma ideia do que eu vou contar.
Ryan diz: Eu sou gay
Ryan diz: eu não posso acreditar que eu acabei de dizer
Linda diz: Você está brincando?
Ryan diz : não
Ryan diz: eu pensei que você iria entender por causa do tio Don
Linda diz: é claro que eu entenderia
Linda diz: mas o que faz você pensar que é?
Ryan diz: eu sei que eu sou
Ryan diz: eu não gosto de Hannah
Ryan diz : é apenas pra despistar
Linda diz: mas isso não faz de você gay ...
Ryan diz: eu sei
Ryan diz: mas tu não entende
Ryan diz : eu sou gay
Linda diz: Me conta mais
Ryan diz : é apenas a maneira que eu sou e isso é algo que eu sei
Ryan diz: Você não é lésbica e vc sabe disso. Então, é a mesma coisa
Linda diz: o que você quer dizer?
Ryan diz : apenas que eu sou gay
Ryan diz: EU SOU 
Linda diz: Eu te amo não importa o que
Ryan diz: eu não sou preto, sou branco
Ryan diz: eu sei
Ryan diz: eu sou um menino. não uma menina
Ryan diz: Eu se sinto atraído por meninos, e não meninas
Ryan diz: A gente sabe que sobre e eu sei isso
Linda diz: E você sabe sobre o que Deus desses desejos?
Ryan diz: eu sei
Linda diz: obrigado por me dizer
Ryan diz: e eu estou muito confuso sobre isso agora
Linda diz: Eu te amo mais ainda por ser honesto
Ryan diz: eu sei
Ryan diz: obrigado
 
Estávamos completamente chocados. Não que nós não conhecemos e amamos os homossexuais - o meu único irmão tinha saído do armário vários anos antes e eu o adorava. Mas Ryan? Ele não tinha medo de nada, era valente, era todo machinho. Não tínhamos visto isso chegando, e a emoção que foi nos dominando, nos manteve acordado durante a noite e, infelizmente, influenciou todas as nossas reações ao longo dos próximos seis anos foi o medo.

Nós dissemos todas as coisas que nós pensávamos que pais cristãos que amam os filhos e acreditavam na Bíblia - A Palavra de Deus - deveriam dizer:

Nós te amamos . Nós sempre vamos te amar. E isso é difícil. Muito difícil. Mas nós sabemos o que Deus diz sobre isso, e assim você vai ter que fazer algumas escolhas muito difíceis.

Nós te amamos . Nós não poderíamos te amar mais. Mas há outros homens que enfrentaram esta mesma luta e Deus trabalhou para mudar seus desejos. Nós vamos te dar os livros deles... você pode ouvir os testemunhos deles. Nós vamos confiar em Deus com isso.

Nós te amamos. Somos tão feliz que você é nosso filho. Mas você é jovem, e sua orientação sexual ainda está em desenvolvimento. Os sentimentos que você teve por outros meninos não fazem de você gay. Então por favor, não conte a ninguém que você é gay. Você não sabe quem você é ainda. Sua identidade não é que você é gay - e sim que você é um filho de Deus.

Nós te amamos. Nada vai mudar isso. Mas se você vai seguir Jesus , a santidade é a sua única opção. Você vai ter que optar por seguir Jesus, não importa o quê. E uma vez que você sabe o que a Bíblia diz, e já que você quer seguir a Deus, abraçar a sua sexualidade não é uma opção.

Pensávamos que compreendíamos a magnitude do sacrifício que nós - e Deus - estavamos pedindo. E este sacrifício, nós sabíamos, levaria a uma vida abundante, perfeita, em paz e com recompensas eternas. Ryan sempre se sentiu intensamente atraído por assuntos espirituais. Ele desejava agradar a Deus acima de tudo. Assim, durante os primeiros seis anos, ele tentou escolher Jesus. Como tantos outros antes dele, ele implorou a Deus para ajudá-lo a se sentir atraído para as meninas. Ele memorizou as escrituras, se reunia em seu programa pastoral semanal de jovens, participava entusiasticamente em todos os eventos do grupo de jovens da igreja e Estudos Bíblicos e foi batizado. Ele leu todos os livros que afirmavam saber de onde seus sentimentos homossexuais vinham, mergulhou em aconselhamentos para descobrir ainda mais sobre os "porquês" de sua atração indesejada por outros meninos, trabalhou através de dolorosas atividades de resolução do conflito com meu marido e eu, e construiu amizades sólidas com outros caras - héteros - assim como os especialistas de terapia reparativa aconselhavam.

Ele mesmo saiu do armário para todo seu grupo de jovens, dando o seu testemunho de como Deus o havia resgatado das armadilhas do inimigo, e repetia - de memória - verso após verso que Deus usou para chamar a Ryan a ser ele mesmo.

Mas nada mudou. Deus não respondeu a sua oração - ou a nossa – apesar de crermos com fé que o Deus do Universo - o Deus para quem nada é impossível - poderia facilmente fazer Ryan hétero. Mas Ele não o fez.

Embora em nossos corações pode ter sido algo bondoso (nós realmente pensávamos que o que nós estávamos fazendo era amor), nós nem sequer demos a Ryan a chance de lutar com Deus, para descobrir o que ele acreditava que Deus estava dizendo para ele por meio das escrituras, sobre sua sexualidade. Tínhamos acreditado firmemente em dar para cada um de nossos quatro filhos o espaço para questionar o cristianismo, de decidir por si mesmos se eles queriam seguir Jesus, para realmente eles pudessem ser donos de sua própria fé. Mas estávamos com muito medo de dar a Ryan, quando ele saiu do armário, por medo que ele fizesse a escolha errada.

Basicamente, nós dissemos a nosso filho que ele tinha que escolher entre Jesus e sua sexualidade. Nós o obrigamos a fazer uma escolha entre Deus e ser uma pessoa sexuada. Escolhendo Deus, praticamente significava viver uma vida condenada a solidão. Ele nunca teria a chance de se apaixonar, ter seu primeiro beijo, andar de mãos dadas, compartilhar a sua intimidade e companheirismo ou a experiência de um romance.

E assim, pouco antes de seu aniversário de 18 anos, Ryan, deprimido, suicida, desiludido e convencido de que ele nunca seria capaz de ser amado por Deus, fez uma nova escolha. Ele decidiu jogar fora sua Bíblia e sua fé, ao mesmo tempo, e tentar procurar o que ele queria desesperadamente: paz, de uma outra maneira . E a maneira que ele escolheu primeiro foram as drogas.

Nós ensinamos - involuntariamente – Ryan a odiar sua sexualidade. E uma vez que a sexualidade não pode ser separada do self, tínhamos ensinado Ryan odiar a si mesmo. Então, quando ele começou a usar drogas, ele o fez com uma imprudência e falta de cuidado por sua própria segurança que foi alarmante para todos que o conheciam.

De repente, o nosso medo de Ryan um dia ter um namorado (uma possibilidade que honestamente me aterrorizava ) parecia trivial em contraste com o nosso medo da morte de Ryan, especialmente à luz da sua recente rejeição do cristianismo e sua raiva por Deus.

Ryan começou com maconha e cerveja... mas rapidamente em seis meses usava cocaína, crack e heroína. Ele era viciado desde o início, e sua auto aversão e raiva contra Deus só alimentou seu vício . Pouco depois, perdemos contato com ele. No próximo ano e meio não saberíamos onde ele estava, ou mesmo se ele estava vivo ou morto. E durante esse tempo foi horrível e Deus teve a nossa atenção. Paramos de orar para que Ryan se tornasse hétero e começamos a orar para ele saber que Deus o amava. Paramos de rezar para ele nunca ter um namorado e começamos a rezar para que um dia pudesse vir a conhecer e ter um namorado. Nós até deixamos de orar por ele para voltar para casa, nós só queríamos que ele voltasse para Deus.

No momento em que o nosso filho nos ligou, depois de 18 longos meses de silêncio, Deus tinha mudado completamente a nossa perspectiva. Porque Ryan tinha feito algumas coisas bem terríveis  enquanto usava drogas , a primeira coisa que ele me perguntou foi:

Você acha que você pode me perdoar? (Eu disse a ele: claro, já foi perdoado. Ele sempre tinha sido perdoado.)

Você acha que você poderia me amar de novo? (Eu disse a ele que nunca tinha deixado de amá-lo, nem por um segundo. Nós amamos ele, então, mais do que nunca.)

Você acha que você poderia me amar com um namorado? (Chorando, eu disse a ele que poderia amá-lo com quinze namorados. Nós só queríamos de volta em nossas vidas. Nós só queria ter um relacionamento com ele de novo... E com o seu namorado.)

E uma nova jornada começou . Uma de cura, restauração, comunicação aberta e de graça. Muita graça . E Deus estava presente em cada passo do caminho, nos levando e guiando, gentilmente, lembrando-nos simplesmente de amar o nosso filho e deixar o resto para ele.

Ao longo dos próximos 10 meses aprendemos a amar verdadeiramente o nosso filho. Ponto. Nada de “poréns”. Não havia condicionantes. Só porque ele respirava. Aprendemos a amar quem quer que nosso filho amasse. E foi fácil . O que eu tinha tanto medo de se tornou uma benção. A viagem não foi sem erros, mas tivemos a graça para o outro, e a linguagem da desculpa e do perdão tornou-se uma parte natural do nosso relacionamento. Com nosso filho perseguido a recuperação de drogas e álcool, nós o seguimos. Deus nos ensinou a amá-lo, para nos alegrarmos com ele, e para ter orgulho do homem que ele estava se tornando. Estávamos todos nos curando... e o mais importante, Ryan começou a pensar que se poderíamos perdoá-lo e amá-lo, então talvez Deus pudesse também.

E então Ryan cometeu o erro clássico de um viciado em recuperação ... ele voltou a andar com seus velhos amigos ... seus amigos usuários. E uma noite que era para ser apenas uma noite de filmes, acabou por ser a primeira vez que ele sumiu em dez meses ... e pela última vez. Recebemos um telefonema de uma assistente social do Harborview Medical Center, em Seattle, nos pedindo para vir identificar o nosso filho - que tinha chegado lá em coma, em estado crítico. Passamos 17 dias em Harborview, durante o qual toda a nossa família foi capaz de se envolver e amar Ryan. Nós experimentamos milagre após milagre, durante esse tempo , as coisas que nenhum médico tinha qualquer explicação. A presença de Deus era tangível no quarto de Ryan. Mas isso é uma história longa, sagrada, que eu vou ter que dizer em uma outra vez.

Embora Ryan tivesse sofrido tal dano cerebral grave e teve paralisia quase completa, os médicos disseram-nos que ele poderia muito bem sobreviver. Mas, inesperadamente, Ryan morreu em 16 de julho de 2009. E perdemos a capacidade de amar o nosso filho gay... porque já não tínhamos mais um filho gay. O que tínhamos desejado... orado por... esperávamos... que nós não tivéssemos um filho gay, se tornou realidade. Mas não da maneira que costumávamos imaginar.

Agora, quando eu penso no medo que regeu todas as minhas reações durante os primeiros 6 anos após Ryan nos ter dito que ele era gay, eu me encolho quando eu percebo o quão tola eu fui. Eu estava com medo de todas as coisas de forma errada. E eu estou em luto, não só pelo meu filho mais velho, que eu vou perder por todos os dias para o resto da minha vida, mas pelos erros que eu fiz. Sofro por aquilo que poderia ter sido, se tivéssemos andado pela fé e não pelo medo. Agora, sempre que Rob e eu juntamos nossos amigos gays para uma noite, eu penso sobre o quanto eu gostaria de estar visitando com Ryan e seu parceiro para um jantar. Mas, em vez disso, visitamos o túmulo de Ryan. Celebramos aniversários: os aniversários que ele poderia ter sido e os aniversários do dia inesquecível de sua morte. Nós usamos laranja - a cor dele. Nós acumulamos memórias: fotos, roupas que ele usou, manuscritos, listas de coisas que ele amava, memórias de suas paixões, lembranças de canções engraçadas que ele inventou, qualquer coisa, que realmente nos lembra de nosso belo menino... é isso tudo o que nos resta e não haverá novas memórias. Nos realegramos com nossos filhos adultos, em nossa família que cresce, quando eles se casam ... mas sentimos dor  pelo nosso "quarteto” que está em falta. Marcamos nossa vida com os dias AC (antes do coma) e DM ( depois da morte) , porque nós somos pessoas diferentes agora, nossa vida foi mudado irrevogavelmente - em um milhão de maneiras - por sua morte. Valorizamos amizades com outras pessoas que "entram"... Porque eles também perderam um filho.

Nós choramos. Buscamos Céu pela graça e misericórdia e redenção enquanto tentamos - não para ficarmos melhor, mas para sermos melhores. E oramos para que Deus possa de alguma forma usar a nossa história para ajudar outros pais a aprenderem a amar verdadeiramente seus filhos. Só porque eles respiram.

Linda Diane Robertson


Texto publicado originalmente no Facebook em 14 de janeiro de 2013 (Aniversário de 24 anos de Ryan)

Tradução Livre Revista Lado A – Allan Johan


CONFIRA O VÍDEO QUE A FAMÍLIA FEZ EM HOMENAGEM AO RYAN:


Just because he breathes... from theCollaborate on Vimeo.





 

 
 

 

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Comentários

Sabe, lendo essa história, me

Sabe, lendo essa história, me comoveu muito.. Me lembrou um filme ''Orações para Bobby'' (assistam http://www.youtube.com/watch?v=G7Uwp6jyNN4) mas no caso dele, não foram drogas. E comigo não foi diferente. Eu também me envolvi com drogas, na verdade, tentei mas não deu certo, pois eu nunca gostei de fumar e beber. (em questão de gosto mesmo) Para meus pais me aceitarem, precisei apanhar muito... ''Resumindo'' a história rs... Num certo dia, que eu me lembre foi numa sexta feira, véspera de carnaval (é recente, 2014), meu pai tinha comprado pizza e eu, como serva de Deus, queria orar pela comida e estava todo mundo fazendo mó barulheira e eu estava com fome e comecei a falar em voz alta e de cabeça baixa '' VAMO ORÁÁ'' rs e todo mundo não parava e meu pai começou a discutir comigo e eu falei '' Meu, olha a reverência '' e como ele sempre foi machista, nunca dava legalidade as minhas palavras, ele sempre viveu na ''época da pedra'', no qual mulher não pode abrir a boca pra falar e viver em submissão ao homem. Já irritada com as atitudes dele, dei um soco de leve na mão dele só para ver se ele parava... Pra quê.. Levei 4 murros em cheios no rosto. Avancei em cima dele em modo de defesa, e enquanto mais me aproximava, mais levava e no fim, só consegui 'encostar' a mão no rosto dele. Eu fiquei em fúria, cheia de ódio, fungando, desejando a morte dele e a minha também. Fui pro meu quarto, peguei uma blusa e uma camiseta, coloquei na bolsa, mandei um recado pro meu melhor amigo, Gabriel, contando o que aconteceu e se eu saísse viva, iria pra casa dele e fui sair de casa para nunca mais voltar. Eu estava decidida a morrer. Até tinha postado no Facebook: ''Encontro vocês no inferno.'' E minha mãe passando mal com toda aquela situação, implorou para que eu ficasse, chorando aos prantos.. E eu respondi: '' Escuta, eu sempre tentei ser a melhor filha do mundo pra vocês: ''''''MUDEI'''''' minha sexualidade, tentei relacionamentos com homens várias vezes, sempre fui pra igreja direitinho, mantenho a ''merda'' da santidade, busco a Deus e sinto a presença d'Ele e vocês nunca deram valor. Agora, vocês vão ter a filha que vocês sempre sonharam; aquela que viverá no mundo das drogas e que vocês terão que viver ajoelhados orando para que eu não morra, apareça e volte pra casa e isso não vai acontecer. '' Eu saí de casa e só ouvindo o choro em prantos da minha mãe, caindo no chão e eu que amo de verdade a minha mãe, não senti um pingo de dó de tanto ódio que sentia, por causa daqueles murros que tinha levado e ele tinha prometido nunca mais me espancar... Por tanto tempo perdido de eu tentar mudança na minha sexualidade, durante anos (aproximadamente 8, 9 anos) e nunca ter dado certo. Saí as pressas de casa, fui pro mercado mais próximo, comprei vodka, pinga, 2 maços de cigarro (cigarro me faz muito mal, falta de ar, etc.) e comecei a virar contra minha vontade aquelas bebidas, e fumar um cigarro atrás do outro, fiquei péssima e muito louca. Em seguida saí andando em meio á avenida, o qual é super movimentada, e pedindo a Deus '' DEUS ME LEVA, NÃO QUERO MAIS VIVER '' e como sempre, Deus me surpreende. Não passou nenhum carro, apenas o busão que eu ia pegar para ir na casa do meu amigo. Peguei e fui. Chegando ao ponto, eu desci capotando do busão e sentei no banco do ponto. Nem tinha visto ele. Tadinho. Me esperando há umas duas horas e com uma cara de preocupação que eu nunca tinha visto. Quando ele me viu, eu percebi que ele se aliviou muito por me encontrar viva e me abraçou como nunca tinha abraçado. Me levou pra casa dele, cuidou muito bem de mim, sou muito grata a ele. Passei o fim de semana lá. E quando já estava recuperada, eu entrei no Facebook e só via o desespero do povo. Dos meus familiares, amigos, fãs... Todo mundo querendo saber se eu estava bem, ou pior, viva. Todos postando na minha linha do tempo, mandando recado, desesperados. Eu também tinha contado ás pressas para uma amiga minha, a Brunna, e ela ficou em choque e desesperada. Mandou uma super declaração pra mim no Facebook, chorou muito, e me ligou; e para o ''milagre da sociedade'' rs, eu atendi. A voz dela 'rouquinha', voz de choro... Tadinha. Se você ler isso Bru, saiba que te amo muito e ainda vamos nos encontrar. E entrando no Facebook, vi vários recados, mas visualizei apenas o recado do meu tio Thiago, que estava oferecendo a casa dele para eu ficar. Eu aceitei e respondi. Marquei tal horário e local de encontro e fui. Me encontrando com ele, fomos ao super mercado e ele começou a compartilhar histórias da vida dele no qual eu me identifiquei muito (ele não é gay, é hétero e noivo), mas no caso de 'paternidade'. Eu contei tudo o que tinha acontecido a ele, comigo, e ele disse que deu graças a Deus quando me viu indo em direção ao carro dele quando me encontrou viva. Obrigada tio, eu também te amo. Chegando á casa dele, lá estavam minha mãe, minhas irmãs e minha tia (futura esposa dele) pois era carnaval e íamos passar o carnaval na casa dele. Depois de ter almoçado, a minha mãe me chamou no quarto para conversar e eu fui. Ela me disse o ''inesperado'' rs o impossível e o inatingível ''de repente'' aconteceu rs. Ela disse: '' Filha, se você quiser voltar pra casa, pode voltar. Eu já conversei com o seu pai, eu falei que vou te aceitar homossexual e ele também terá que aceitar. Disse ele que não aceita, mais eu falei que vai. Eu vou aceitar sua namorada em casa, trazer pra almoçar e conhecer (ainda não tenho namorada, só quando eu tiver rsrs) e vamos viver em paz e harmonia. '' Eu dei um belo de um sorriso!!! Eu nem sei aonde é que ''cabeu'' (coube) tanto sorriso em meu rosto, só faltava ele envergar junto, hahaha. E já aproveitei a oportunidade e comecei a falar de uma menina que eu estava gostando na época rs, enfim. Chegou uma hora, que não me lembro qual, que eu cheguei na minha mãe e disse: '' Mãe, agora seremos finalmente '' mãe e filha '', melhores amigas, porque eu não tenho mais o que esconder de você. Nossa ''guerra'' era essa. O ''abismo'' que nos afastava era esse, sem ao menos você perceber. Falar mal de gays ou lésbicas, como você sempre falava quando via na TV, só fazia meu ódio aumentar contra a homofobia e aquilo me afastava de você e principalmente de Deus. Quando eu ia pra igreja, eu vivia orando para Deus tirar todo aquele ódio ou raiva, não sabia definir, de dentro de mim. Mas agora é tudo diferente. Vê como é fácil resolver as coisas? Agora poderemos nos amar sempre, livremente. '' (ela me abraçou e me amou como nunca) Eu nasci em berço evangélico mas muito religioso do qual eu teria que usar saia, não poder namorar antes dos 18 anos e só sair casada. Ah vá! rs. Eu fui muito contra tudo isso. Fui ensinada que homossexualidade era pecado, que usar drogas também era pecado, que ouvir rock era do capeta, entre muitas outras coisas. E comigo foi diferente. Eu, curto muito Rock e Metal; praticamente, nasci homossexual POIS eu só me interessei por meninas desde o começo (11 anos pra cima). O meu ''primeiro amor'' foi uma menina. Meu primeiro relacionamento sério foi com uma mulher. Como dizer que não nasci gay? Ih... Malafaias, como explicar isso? Só que não rs. Opinar sem conhecimento é conhecido como 'poserismo' ( POSER ) haha. Se ele ler isso, o resultado, no mínimo é ele sair falando mal de mim na Tv como ele fez com os homossexuais e com minhas pastoras Lanna e Rosania. Mas enfim. EU NASCI HOMOSSEXUAL. DEUS QUIS ASSIM. PONTO. HOMEM NENHUM TEM O PODER DE MUDAR. DEUS ME AMA E ME ACEITA COMO EU SOU, POIS ELE NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS. DÁ-LHE O EVANGELHO INCLUSIVO Á TODOS! Hoje em dia, é tudo diferente. O relacionamento aqui em casa é saudável. Não há mais brigas e exclusão. Sou amada e aceita. Se eu sou amada e aceita pela minha família, como disse o Ryan, Deus também me ama e me aceita! Graças a Deus eu não precisei morrer. Sou muito grata a Deus por isso. Só Ele sabe o que eu passei durante minha vida toda. Uma coisa que eu aprendi, é: Deus permite certas coisas, pode ser boas ou ruins, para acrescentar em bençãos, e assim foi. Sou um testemunho vivo! Glórias a Deus! E o que eu acabei não citando e vou citar agora é que desde Novembro, 2013 eu comecei a frequentar uma igreja inclusiva, chamada '' Jesus, Cidade de Refúgio '' pastoreada pelas pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha. A partir do momento em que eu pisei naquela igreja, a minha vida mudou. A partir do momento que 'você' pisa naquela igreja, na porta mesmo, você descobre que homossexualidade não é pecado só de sentir a presença de Deus fortemente naquele lugar! É impressionante! Lhes convido á ir em minha igreja, a qual eu frequento, será uma grande benção ter você(s) por lá! Endereço: Av. São João, 1600 01211-000 São Paulo Telefone 011 3337-7127 E-mail contato@jesuscidadederefugio.com.br Website http://www.jesuscidadederefugio.com.br E conheça a Teologia Inclusiva através desses 4 vídeos que abrirão a sua mente para viver uma nova vida e uma nova realidade! Esses vídeos quebrarão religiosidades e dogmas impostos sobre sua vida que na verdade o que parecia ser, não é. As más interpretações Bíblicas, ensinadas no errôneo. Dê um basta ao sofrimento e á mentira e viva a vida plena em Cristo Jesus e seja livre para adorá-lo, livre e sem máscaras! http://www.youtube.com/watch?v=Yu4tZII1bKU http://www.youtube.com/watch?v=owN-LMDzh_s http://www.youtube.com/watch?v=LElRxH31TGQ http://www.youtube.com/watch?v=QiaL2ZE3g40 Bem vindos á Luz! **************************************************************************************** Quero agradecer á todos que leram a minha história e testemunho de vida. Meu nome é Suémilyn, 20, sou guitarrista, baixista, baterista e vocalista, louvo na casa do Senhor, sou do ministério de louvor, toco guitarra, tenho duas bandas, um projeto solo, tenho minha vida salva em Cristo e a vida da minha família salva em Cristo, pois na palavra de Deus fala que não somente eu louvarei ao Senhor Jesus, mas "Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor" Js. 24:15 E eu profetizo e concreto no mundo espiritual em nome de Jesus, você que é homossexual ou não, que quer ter uma vida salva em Cristo, uma família completa,restituída e salva, Deus vai Restituir sua vida e a vida da sua família, declaro amor, paz e prosperidade de Deus em suas vidas, em todas as áreas, declaro RESTITUIÇÃO de tudo aquilo que foi consumido pela dor, que Deus traga de volta a alegria de sonhar e realizar, pois Deus é o Deus do impossível! O Deus da Salvação, o Deus do amor que TE ACEITA, COMO VOCÊ É! GAY OU NÃO! Eu aprendi a adorar de verdade, eu aprendi o que é o verdadeiro amor, eu aprendi a perdoar e ser perdoada, amar e ser amada, acolher e ser acolhida, a me aceitar e ser aceita por Deus. Esse é o verdadeiro Evangelho: O AMOR. Deus é Amor. Deus! Procure uma igreja Inclusiva mais próxima da sua casa, não se esquecendo que, tem transmissões AO VIVO dos cultos da igreja que vou: Comunidade Jesus, Cidade de Refúgio, um lugar aos escolhidos, com a convicção de que Deus não faz acepção de pessoas. Link: < http://jesuscidadederefugio.com.br/sitenovo/culto-ao-vivo/ > NUNCA SE ESQUEÇAM QUE, ADORAR A DEUS NÃO É UMA OBRIGAÇÃO, E SIM, UM PRIVILÉGIO! Que a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo, e as doces consolações do Espírito Santo esteja sobre vós, não somente agora, mas para todo o sempre. E o povo de DEUS diz: AMÉM!

Sou gay e Cristão e sei bem

Sou gay e Cristão e sei bem como é viver tudo isto. Existem 2 amores muito forte em minha vida Deus e amar uma pessoa do mesmo sexo. Lembro como se fosse ontem quando me assumi gay a 11 anos atrás eu era noivo de uma menina e todos os dias antes do meu casamento eu me perguntava: É isso mesmo que vc vai fazer? Casando com uma garota tendo sentimentos homossexuais? Rompi o relacionamento e contei para minha família o porque. Fui aceito por ser filho mas sempre pensei que não era aceito de verdade por causa das escrituras. Muitas coisas aconteceram nesses anos desde a minha tal saída do armário, sem muita experiência ou aconselhamento sai da igreja pois não sabiam tratar do assunto e até hoje não sabem tratar, já ouvi dizer que é mais fácil tratar de vícios de drogas, alcoolismo e etc do que falar sobre o homossexualismo. Não me sentia aceito pois meu coração dizia uma coisa e minha mente outra, cai em depressão, comecei a beber e a fumar, logo comecei a frequentar baladas gays e consequentemente fiz novos amigos. Conheci quase todas as drogas e mesmo assim não me sentia feliz... Tentei várias vezes me matar, mas cada vez que eu dava um passo para morte eu pensava na tristeza que deixaria para minha família, sei que eles nunca entenderam o que sinto, seria mais fácil se todo o ser humano passasse um dia apenas com os conflitos de um gay para entenderem que só desejam ser amados. Voltei para a igreja onde é o lugar que me sinto bem, mas sabemos o quanto é difícil ter uma vida plena com Cristo sendo gay. Amei essa mensagem da mãe desse jovem só é uma pena que ela teve que perder o filho dela para entender que o amor está acima de tudo, principalmente de religião.

As pessoas dizem que aceitam,

As pessoas dizem que aceitam, mas elas não aceitam. Eles mesmos custam a se aceitar, se é que conseguem, porque é uma condição muito dolorosa. A não-aceitação própria somada à não-aceitação das pessoas à sua volta forma pessoas amargas e más.

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