14 mil pessoas vivem com o HIV em Curitiba, aproximadamente 4 mil são bissexuais ou homossexuais

A Aids ainda é uma das principais doenças do mundo por conta da grande infecção e pesquisas pela cura. Estima-se que, em 2014, cerca de 734 mil pessoas portavam o vírus do HIV, o que representa um crescimento de 11% entre 2005 e 2013 segundo a UNAIDIS - Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids. Em Curitiba, os números sempre revelaram que as políticas públicas implantadas pelo Estado trouxeram resultado e controlaram a epidemia. A Revista Lado A teve acesso aos dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids de Curitiba do ano de 2015. Confira os principais dados: 
 
O diagnóstico precoce aparece como um dos principais fatores para que a maioria dos casos seja assintomático. Vale pontuar aqui que a cidade foi convidada, em dezembro de 2014, para participar do evento “Fast Track Cities: Ending the Aids Epidemic by 2030”, que é um programa de incentivo para que algumas cidades do mundo, pioneiras no tratamento da doença, possam acabar com ela até o ano de 2030.
 
Dados
A pesquisa traz alguns dados importantes sobre as populações vulneráveis que ajudam a desmistificar o estigma que a doença tem para os homossexuais. O primeiro ponto importante é que, ao que parece, a doença está acometendo, cada vez mais, os jovens. No ano de 2014, do qual os dados fazem referência, a maior parcela de homens infectados era de 20 a 29 anos de idade, foi de 59,7, em 2003, para 183,7 por 100 mil habitantes, o que representa três vezes mais.
 
O número entre 13 e 19 anos também subiu, o que preocupa a Secretaria de Saúde, por representar o público com maior tendência de crescimento e ,também, por ser uma faixa etária mais relapsa com a própria saúde. Segundo o relatória, essa a faixa dos 13 aos 29 anos é a de maior risco para a doença e é a que merece mais atenção do Ministério da Saúde. 

Orientação sexual
A sociedade brasileira carrega um grande estereótipo de que o homem gay é o responsável pela transmissão do vírus do HIV, assim como quem é portador do vírus é, necessariamente, gay. Se você acha que não é bem assim, por que, então, os homossexuais não podem doar sangue no Brasil? Essa noção sempre esteve errada, mas os valores da pesquisa de 2015 ajudam a provar e argumentar contra esse preconceito. 
 
Os casos de Aids entre mulheres é, sim, menor do que os de homens. Entre elas, 74,9% dos casos decorreram de relações heterossexuais. Enquanto, entre os homens, 28,7% por relações heterossexuais, 29,8% por relações homossexuais e 9,9% por relações bissexuais, ou seja, a distinção é praticamente mínima. 
 
Aproximadamente, 14 mil pessoas vivem com o HIV em Curitiba. Menos da metade destes estão em tratamento, apenas 34,5% estão com carga viral indetectável. Entre os homens, 3.014 são homossexuais, 996 bissexuais e 2.905 são heterossexuais, e quase 2 mil não se sabe a orientação sexual ou se infectaram por meio de drogas injetáveis ou acidentes em transfusões. Já 4.578 mulheres vivem com o vírus na cidade.
 
Desde 2000, 2.155 pessoas morreram em Curitiba vítimas de doenças relacionadas ao HIV, uma média de 140 mortes por ano, em sua maioria pessoas entre 20 e 39 anos que não aderiu ao tratamento.

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