Rapper agredido por namorar transexual morre vítima de depressão

Redação Lado A 22 de Agosto, 2019 15h31m

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O rapper Maurice Willoughby (20), da Filadélfia, conhecido como Reese Him Daddie, cometeu suicídio nessa segunda-feira (19).  O rapper ficou conhecido não por sua arte, mas após um vídeo de uma situação de preconceito viralizar na internet. Na ocasião, Maurice enfrentou homens transfóbicos em defesa de sua namorada trans.

A namorada Faith Palmer comentou sobre o suicídio do namorado pelo Instagram. A mulher relatou que após o compartilhamento do vídeo do ataque transfóbico, que teve mais de quatro milhões de visualizações, o quadro de depressão de seu namorado piorou. Ela ainda informou que a causa da morte foi por overdose. Reese era dependente químico e o gatilho para o suicídio foram as ofensas pela internet. Segundo Faith, o rapper passou a ser perseguido desde a divulgação do vídeo.

Em solidariedade aos amigos e familiares do artista, instituições LGBT e personalidades se manifestaram. A atriz transexual Laverne Cox postou uma homenagem no Instagram com a foto de Palmer e Maurice. O Instituto Marsha P. Johnson e a ativista trans Ashlee Marie Preston, também se manifestaram nas redes sociais.

Transfobia

Reese morava com Faith no prédio de uma loja na Filadelfia quando a namorada sofreu o ataque transfóbico.  O casal estava na frente de casa quando quatro homens o cercaram e começaram a proferir insultos. Os agressores se referiam à transexualidade de Faith. Além disso, ridicularizavam o rapper por namorá-la.

Em resposta, Maurice enfrentou os agressores e defendeu sua namorada. Ele disse que namorava uma mulher trans e que isso não é problema. As imagens viralizaram na internet, o que atraiu muitos comentários preconceituosos. Maurice tatuou o nome de Faith no rosto e, segundo a namorada, postava fotos e vídeos românticos do casal. “Ele nunca morrerá em mim”, disse Faith.

Veja o vídeo

 

 

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SOBRE O AUTOR

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A Revista Lado A é a mais antiga revista impressa voltada ao público LGBT do Brasil, foi fundada em Curitiba, em 2005, pelo jornalista Allan Johan e venceu diversos prêmios. Curta nossa página no Facebook: http://www.fb.com/revistaladoa

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